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Nova pesquisa estuda como transtorno mental afeta mecanismo do crime

© Sputnik / Sergei Venyavsky / Abrir o banco de imagensLuta contra o crime
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Cientistas da Universidade Estatal de Psicologia e Pedagogia de Moscou (UEPPM) encontraram novos fatores da personalidade no comportamento criminal. Os autores do trabalho acreditam que seus resultados poderiam melhorar os métodos de pesquisa psicológica e psiquiátrica forense.

Segundo observações de especialistas, apesar do interesse dos cientistas por criminosos com graves transtornos mentais, os fatores de agressão em pessoas com anomalias mentais ainda não foram bem estudados. A maioria de tais alegados criminosos sofrem de transtornos de personalidade e de transtornos mentais orgânicos, segundo estudo publicado na revista Psikhologia i Pravo (Psicologia e Direito).

Os profissionais consideram que o transtorno de personalidade não é uma doença, senão uma patologia estável, que leva à perda parcial ou total da capacidade de adaptar-se à sociedade ou comunidade.

Diferentemente dos transtornos de personalidade, os transtornos mentais orgânicos caracterizam-se por falhas nas funções do sistema nervoso central ou por danos no cérebro, o que não exclui que mantenham suas faculdades mentais.

De acordo com os cientistas, os modelos atuais explicam a agressão usando um conceito de comportamento como interação complexa de fatores de personalidade (favoráveis e desfavoráveis à agressão) e situacionais; já antes usavam-se modelos que davam preferência a um só grupo de fatores. A pesquisa da UEPPM desenvolve e aperfeiçoa o paradigma contemporâneo do estudo da agressão.

"A pesquisa mostrou que em criminosos que sofrem de transtorno mental prevalecem fatores favoráveis à agressão com os fatores de supressão da agressão insuficientemente desenvolvidos; já nos criminosos saudáveis a situação é inversa. Nos acusados que sofrem de transtorno mental orgânico, nem os fatores favoráveis à agressão, nem os fatores de supressão estão suficientemente desenvolvidos", comenta Farit Safuanov, chefe do Departamento de Psicologia Clínica e Forense da Faculdade de Psicologia Jurídica da UEPPM.

Entre os fatores favoráveis à agressão os cientistas listam a ostentação, irritabilidade, imaturidade, autoestima excessiva, egocentrismo e vários outros. A lista dos fatores de supressão da agressão inclui a tendência para uma conduta socialmente aceitável, ansiedade, controle dos desejos, medo da punição, sentimento de culpa, capacidade de empatia, etc.

A pesquisa também demonstrou que em pessoas que sofrem de transtorno da personalidade, e que agiram com agressão criminal em situações mentalmente traumáticas, este comportamento não foi provocado somente pela predisposição pessoal, senão também pela reação a fatores externos. Eles também manifestaram a ativação de mecanismos de defesa psicológica que atenuam o trauma psicológico.

Já em criminosos mentalmente sãos, a distribuição de fatores favoráveis e desfavoráveis à agressão indica o caráter planejado e premeditado dos crimes em situações neutras, enquanto em condições de situação traumática prolongada – o caráter emocional da agressão.

Entre os acusados com transtorno mental orgânico, prevalecem os delitos provocados por fatores situacionais, que podem ser ou não relacionados a trauma mental, contudo eles são muito menos propensos à agressão premeditada.

Da pesquisa participaram 325 pessoas acusadas de crimes contra pessoas. Entre elas, havia pessoas mentalmente sãs e pessoas que sofrem de transtorno da personalidade e de transtorno mental orgânico.

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