Parlamento iraquiano aceita renúncia do primeiro-ministro

© AP Photo / Khalid MohammedManifestantes protestam contra o governo iraquiano na praça Tahrir, em Bagdá
Manifestantes protestam contra o governo iraquiano na praça Tahrir, em Bagdá - Sputnik Brasil
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O parlamento iraquiano aceitou formalmente a renúncia do primeiro-ministro neste domingo (1º), mas o processo para substituir Adil Abdul-Mahdi está longe de estar concluído.

Um parlamentar chegou afirmar que há um "buraco negro na Constituição", que não explicita o processo de transição. 

Enquanto isso, atos antigovernamentais aconteciam na capital e um manifestante foi morto a tiros. O protesto fechou estradas, incluindo as que levam a um importante porto de commodities no sul do Iraque. Um órgão judicial especial foi formado para investigar as mortes de manifestantes.

O Parlamento aprovou a renúncia sem votação, segundo quatro legisladores presentes. Os parlamentares agiram com base na opinião legal do Supremo Tribunal Federal, porque as leis existentes não fornecem procedimentos claros.

"De acordo com a interpretação do Tribunal Federal, não há necessidade de votar'', disse o parlamentar Sarkwat Shamsedine durante a sessão, segundo a agência de notícias Associated Press. 

Após a aprovação, o presidente do Parlamento, Mohamed a-Halbousi, pediu ao Presidente Barham Salih a nomeação de um novo primeiro ministro. A Constituição exige que o maior bloco do Parlamento nomeie um candidato ao cargo de premiê dentro de 15 dias. Então o primeiro-ministro designado tem 30 dias para formar um governo.

Autoridades e especialistas alertam para uma potencial crise política porque a questão de qual coalizão constitui o maior bloco não está resolvida.

A nomeação de Abdul-Mahdi como primeiro-ministro foi o produto de uma aliança provisória entre os dois principais blocos do Parlamento: Sairoon, liderado pelo clérigo Moqtada al-Sadr, e o Fatah, que inclui líderes associados a grupos paramilitares liderados por Hadi al-Amiri.

Nas eleições de maio de 2018, nenhuma coalizão atingiu uma maioria que lhe permitiria nomear o primeiro-ministro sozinha. Para evitar crises políticas, Sairoon e Fatah forjaram uma tênue coalizão.

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