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'Quem defende suas terras hoje corre o risco de ser baleado', diz líder indígena

© AP Photo / Leo CorreaO chefe indígena Kadjyre Kayapo, da etnia Krimej, observa área desmatada da Amazônia na cidade de Altamira, no Pará.
O chefe indígena Kadjyre Kayapo, da etnia Krimej, observa área desmatada da Amazônia na cidade de Altamira, no Pará. - Sputnik Brasil
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Indígenas Munduruku liderados por 15 chefes de aldeia culparam o presidente Jair Bolsonaro pelo aumento da mineração ilegal em terras indígenas na Amazônia.

Eles também pediram ao governo que não retome a construção de hidrelétricas no rio Tapajós, que atravessa suas terras ancestrais e é um dos maiores afluentes de águas da Amazônia.

Os 50 Munduruku, incluindo crianças, enfrentaram uma semana de viagem de ônibus para chegar a Brasília e tentar encontrar o presidente da Funai, Marcelo Xavier. Todavia, os indígenas afirmaram à agência de notícias Reuters que Xavier enviou um assessor para encontrá-los, embora estivesse no prédio da Funai.

Uma porta-voz da Funai não respondeu a um pedido de comentário feito pela Reuters.

Bolsonaro afirma que a qualidade de vida dos povos indígenas irá melhorar com a mineração e agricultura em suas terras, mas a maioria dos chefes de aldeia afirmam que essas práticas irão matar sua cultura. 

"Viemos levantar a voz porque estamos ameaçados. Eles querem legalizar a mineração em nosso território, construir barragens hidrelétricas, portos, ferrovia e hidrovia para soja", disse Maria Leusa Kaba Munduruku em entrevista coletiva.

Ela disse que a exploração ilegal de madeira está em alta e que mineradores ilegais estão invadindo a região em grande número após Bolsonaro afirmar que pretende regulamentar a mineração em terras indígenas. 

A bacia do Tapajós concentra a maior parte da mineração ilegal da Amazônia, atividade que polui os rios com mercúrio. Cerca de 13.750 Mundurukus vivem em 112 aldeias na região.

"Nossos chefes sofreram ameaças. Quem defende suas terras hoje corre o risco de ser baleado", afirmou. 
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