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Verme incomum de 3 sexos é descoberto em lago tóxico na Califórnia (FOTO)

CC0 / Pixabay / Eukalyptus / Verme (imagem referencial)
Verme (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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O lago Mono, na Califórnia, um lugar inóspito para a maioria das espécies exceto bactérias e algas resistentes a águas alcalinas, afinal é um habitat agradável para oito espécies de vermes estranhos.

Oito espécies de vermes microscópicos foram recentemente descobertas no lago Mono, na Califórnia, pelos investigadores do Instituto de Califórnia, CALTECH, EUA.

Dessas oito espécies o instituto destaca uma, completamente desconhecida até agora, que tem três sexos.

A característica particular deste minúsculo verme, denominado como Auanema sp., chamou a atenção dos especialistas, já que os nemátodos, grupo ao qual pertencem, por norma geral só se dividem em dois gêneros, machos e hermafroditas, mas neste caso foram encontrados exemplares do sexo feminino.

© Foto / CaltechVerme Auanema sp.
Verme incomum de 3 sexos é descoberto em lago tóxico na Califórnia (FOTO) - Sputnik Brasil
Verme Auanema sp.

No entanto, essa não é única das particularidades interessantes, pois o Auanema sp. é capaz de dar à luz criaturas vivas, uma caraterística única no mundo para os nemátodos, que põem ovos. Como se não bastasse, depois da sua avaliação pormenorizada os cientistas descobriram que o corpo deste verme pode resistir a 500 vezes a dose de arsênico letal para um ser humano.

Igual aos outros vermes encontrados, o Auanema sp. pode viver em condições normais em um laboratório, apesar que todos eles são considerados microrganismos extremófilos, ou seja, que prosperam em condições muito difíceis para a vida, por habitarem no lago Mono, que é três vezes mais salgado do que o oceano e tem um pH alcalino de 10.

O estudo foi publicado na revista científica Current Biology. Os autores sugeriram que as estranhas características deste verme não são uma coincidência, senão que o ajudam a sobreviver em seu habitat.

"Os extremófilos podem nos mostrar muito sobre estratégias inovadoras para lidar como estresse", disse o líder da equipe, Pei-Yin Shih.

"Nosso estudo mostra que ainda temos muito que aprender sobre como estes animais de 1.000 células dominaram a sobrevivência em ambientes extremos", explicou o cientista.

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