Turquia continuará comércio com Irã apesar das sanções dos EUA, afirma Erdogan

© AP Photo / Kayhan OzerRecep Tayyip Erdogan e Hassan Rouhani
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Ancara não vai parar de comprar petróleo e gás natural do Irã apesar das ameaças de sanções econômicas de Washington, afirmou Recep Tayyip Erdogan a repórteres durante voo de retorno de Nova York.

Presidente turco, nos últimos momentos da viagem à 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmou que, no momento, não é possível redefinir relação da Turquia com o Irã em termos de petróleo e gás natural, acrescentando que a Turquia continuará importando combustível do Irã.

"Temos escassez de petróleo. O setor privado estava comprando principalmente petróleo. Infelizmente, estas empresas não compram petróleo neste momento porque têm medo das ameaças dos EUA. Mas vamos continuar nossa relação com o Irã, especialmente em muitas outras áreas", disse Erdogan, conforme citado pelo jornal Milliyet.

Erdogan destacou que a Turquia não tem medo das sanções dos EUA e que a cooperação econômica com Irã continua sendo importantíssima.

Vale destacar que na quarta-feira (25), empresas chinesas foram sancionadas por "transportarem petróleo iraniano, contrariando, assim, as sanções norte-americanas", segundo o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

"Sanções foram contornadas no passado", disse Erdogan ao Fox News na quarta-feira (25), depois que a medida foi anunciada. "Eu sei que as sanções nunca resolveram nada", adicionou.

Sanções americanas

Na semana passada, os EUA introduziram uma nova rodada de sanções contra o Irã por causa dos ataques às refinarias sauditas. Teerã recebeu toda a culpa, apesar de ter negado participação nos ataques, que foram reivindicados pelo movimento iemenita Houthis. Muitos países, incluindo a Rússia e a Turquia, pediram para EUA evitarem conclusões precipitadas.

Em maio de 2018, os Estados Unidos abandonaram o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), também conhecido como o acordo nuclear do Irã, e restabeleceram duras sanções contra iranianos, mirando especificamente nas exportações de petróleo de Teerã.

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