Operação Sentinela: EUA anunciam plano para proteger rotas de navegação no Oriente Médio

© AP Photo / Efrem LukatskyUSS Mount Whitney, navio da 6ª Frota da Marinha dos EUA (imagem de arquivo)
USS Mount Whitney, navio da 6ª Frota da Marinha dos EUA (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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Washington está trabalhando em uma operação multinacional para garantir a navegação livre e segura nas principais rotas de navegação no Oriente Médio, anunciou o Comando Central dos EUA (Centcom).

"O Comando Central dos EUA está desenvolvendo um esforço marítimo multinacional, a Operação Sentinela, para aumentar a vigilância e a segurança das principais vias aquáticas no Oriente Médio e garantir a livre navegação à luz dos recentes eventos na região do golfo Pérsico", diz o comunicado.

De acordo com o comunicado, o objetivo da Operação Sentinela é "promover a estabilidade marítima, garantir a passagem segura e reduzir as tensões nas águas internacionais ao longo do golfo Pérsico, do estreito de Ormuz, do estreito de Bab-el-Mandeb e do golfo de Omã".

'Vigilância do domínio marítimo'

"Embora os Estados Unidos estejam comprometidos em apoiar essa iniciativa, as contribuições e a liderança dos parceiros regionais e internacionais serão necessárias para que tenha sucesso", lê-se no aviso.

"Este marco de segurança marítima permitirá às nações fornecer escolta aos seus navios abandeirados, aproveitando a cooperação das nações participantes para a coordenação e maior consciência e vigilância do domínio marítimo", adiciona a declaração.

A nota ainda informa que Washington continua coordenando "com os aliados e parceiros na Europa, Ásia e Oriente Médio os detalhes e as capacidades necessárias para que a Operação Sentinela permita a livre navegação na região e proteja as rotas de navegação vitais".

Crise nas relações

Em meados de julho, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Dunford, anunciou que os EUA pretendem criar uma coalizão militar internacional para monitorar as águas estratégicas ao redor do Irã e do Iêmen.

O anúncio do Centcom sobre a operação surgiu após a Guarda Revolucionária iraniana ter detido no estreito de Ormuz dois petroleiros, o britânico Stena Impero e o liberiano Mesdar, embora este último tenha sido liberado horas depois e continuado sua jornada.

O navio britânico, acusado pelo Irã de violar regras internacionais, desviou-se de sua rota para a costa iraniana e "não está mais sob o controle da tripulação", segundo a empresa operadora. A bordo do petroleiro Stena Impero estão os 23 membros da tripulação, incluindo três cidadãos russos, bem como cidadãos da Índia, Letônia e Filipinas.

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