Maioria das grandes empresas não planeja diminuir emissão de gases estufa, diz pesquisa

© AFP 2022 / LIONEL BONAVENTUREPequeno globo rodeado por fumaça para ilustrar aquecimento global, França, 10 de novembro de 2015
Pequeno globo rodeado por fumaça para ilustrar aquecimento global, França, 10 de novembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Apenas uma em cada oito das empresas mais poluidoras do mundo está a caminho de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa para os níveis estabelecidos por acordos globais. A informação é de um estudo financiado por investidores responsáveis por US$ 14 trilhões em ativos.

Os resultados ressaltam o abismo entre os compromissos assumidos pelo setor privado e a transformação que os cientistas dizem ser necessária para impedir que a crise climática destrua o planeta.

"Os investidores precisam adotar uma posição de emergência, caso contrário, a janela para garantir a mudança que precisamos será eliminada", disse Adam Matthews, co-presidente da Transition Pathway Initiative (TPI) e diretor de ética e engajamento do Conselho de Pensões da Igreja da Inglaterra, em comunicado.

O estudo de 274 das maiores empresas de capital aberto constatou que quase a metade não considera adequadamente os riscos climáticos em suas decisões operacionais.

Embora os reguladores e bancos centrais de muitos países industrializados estejam pressionando por uma maior divulgação dos riscos climáticos, um quarto das empresas do estudo não informa suas próprias emissões, disse a TPI.

Análises de 160 das empresas no estudo descobriram que apenas 20 estavam no caminho para reduzir suas emissões de carbono de acordo com o Acordo de Paris de 2015.

Entre elas estão a alemã E.ON, a espanhola Iberdrola, a finlandesa Stora Enso e a californiana Edison International, disse a TPI, responsável pelo levantamento. 

O acordo de Paris tem como objetivo limitar o aumento da temperatura média global para "bem abaixo" de 2°C, enquanto busca aumentar a meta para 1,5°C. As políticas atuais colocam o mundo nos trilhos para um aumento de ao menos 3°C até o final do século. 

O mundo já se aqueceu em cerca de 1°C, alimentando o aumento do clima extremo, devorando os glaciares do Himalaia e dos Alpes e interrompendo a agricultura em muitas partes do mundo.

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