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Empresa de Israel se vangloria de conseguir hackear todos iPhone e novos Samsung

© Sputnik / Aleksandr Vilf / Abrir o banco de imagensJovem conversando no novo smartphone iPhone X
Jovem conversando no novo smartphone iPhone X - Sputnik Brasil
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A empresa Cellebrite, sediada em Israel, que tem alegadamente entre seus clientes o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês), tem sido criticada por recusar cooperar com a Apple, relatando ter descoberto vulnerabilidades nas versões mais recentes dos sistemas operacionais iOS.

Essa cooperação permitiria aos técnicos do gigante de telecomunicações eliminá-las e melhorar a segurança dos seus dispositivos.

A empresa israelense Cellebrite, sediada em Petah Tikva e especializada em obter acesso a dados de celulares, afirmou em seu site que tem uma solução "para desbloquear e extrair evidências cruciais de telefones celulares" de todos os iPhones e muitos dispositivos baseados em Android, incluindo os Samsungs.

A campanha publicitária de um de seus produtos promete aos seus clientes "uma extração completa dos dados do sistema de arquivos" em qualquer versão de iOS e muitos celulares e tabletes de topo de gama Android, permitindo também a extração dos dados no caso deste último.

O conteúdo anteriormente apagado pode ser recuperado

Na descrição se refere também que o programa pode não só coletar as informações de dispositivos de terceiros, tais como conversas de bate-papo, e-mails e outros documentos, mas também conteúdo anteriormente apagado. De acordo com a empresa, o sistema foi concebido para os órgãos de segurança e permite às autoridades aumentar "as probabilidades de encontrar provas incriminatórias, conseguindo assim resolver o caso".

De acordo com o jornal The Times of Israel, para hackear um celular, os clientes da Cellebrite precisam conectar um dispositivo especialmente projetado ao telefone ou tablete alvo.

Alegadas ligações com FBI e serviços britânicos

Esta ferramenta teria alegadamente sido usada pelo FBI em 2015 para aceder ao celular do terrorista de San Bernardino, já que a Apple se recusou a fornecer acesso ao celular às autoridades norte-americanas. Ao mesmo tempo, os serviços britânicos gastaram US$ 492.000 (R$ 530.133) em 41 dispositivos da Cellebrite, frequentemente referidos como "cyberkiosks" (quiosques cibernéticos).

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