Ex-promotora-geral venezuelana diz que China e Rússia devem ajudar a tirar Maduro do poder

© REUTERS / Palácio de MirafloresPresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sorri durante reunião com membros do governo no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela, em 23 de abril de 2019
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sorri durante reunião com membros do governo no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela, em 23 de abril de 2019 - Sputnik Brasil
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China e Rússia deveriam participar da solução da crise venezuelana oferecendo opções ao presidente Nicolás Maduro para que deixe o poder, defendeu nesta terça-feira a ex-promotora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, em entrevista à Reuters.

"Eu não descarto que se faça uma oferta (para Maduro), uma oferta séria. Mas tem que ser feita a partir de países como China, Rússia, eu adicionaria esses países", disse ela em Bogotá, na Colômbia, sem dar muitos detalhes de suas ideias para acabar com a crise em seu país. 

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Ortega, que chegou à Colômbia em agosto de 2017, depois de ser demitida pela Assembleia Nacional Constituinte, argumentou que Maduro deveria receber uma ajuda para deixar o cargo e o país, mas sem deixar de responder por supostos crimes cometidos por sua administração.

"Você não pode oferecer totalmente uma saída vitoriosa a ele porque há crimes, há o uso do dinheiro dos venezuelanos, esses atos de corrupção, tráfico de drogas", acusou a ex-promotora. "A Venezuela é um covil de delinquentes (…), não há um estado normal", acrescentou.

Pressionado por forças internacionais reunidas em torno dos Estados Unidos, o governo de Nicolás Maduro foi vítima de uma tentativa de golpe no final do mês passado, por parte do líder opositor e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Embora vários países tenham optado por apoiar Guaidó e defender de maneira mais firme uma transição de poder na Venezuela, Maduro segue governando o país com o apoio de uma parte considerável da população e de países como China, Rússia e Cuba.

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