'Blefe de cem mil toneladas'? Jornal alemão não vê porta-aviões americanos como ameaça para Irã

© AFP 2022 / Marinha dos EUAPorta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln
Porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln - Sputnik Brasil
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Jornal alemão põe em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de projetarem poder usando o porta-aviões que Washington decidiu enviar para a costa do Irã.

Anteriormente, foi relatado que os Estados Unidos estão enviando o porta-aviões USS Abraham Lincoln e uma força-tarefa de bombardeiros para perto do Irã. Segundo declarou o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, o objetivo dessa medida é enviar "uma mensagem clara e inequívoca" a Teerã.

Nessa conexão, o jornalista Lorenz Hemiker, do Frankfurter Allgemeine, levanta em seu artigo a questão: não será o grupo de ataque naval estadunidense um "blefe de cem mil toneladas"?

"Embora o poder do grupo de ataque do porta-aviões e dos bombardeiros americanos seja incontestável, é questionável se as palavras de Bolton causaram sequer qualquer impressão no Irã. Há duas razões para isso", observa o autor.

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Em primeiro lugar, Hemiker lembra que, no passado, já houve casos em que os porta-aviões americanos "não realizaram ações após as palavras da Administração Trump". Por exemplo, escreve o autor, em abril de 2017, quando o conflito norte-coreano se intensificou, o chefe da Casa Branca anunciou que o porta-aviões USS Carl Vinson seria enviado ao mar do Japão (também conhecido como mar do Leste). No entanto, o grupo naval se dirigiu ao lado oposto para participar de manobras no oceano Índico.

Em segundo lugar, continua, desde há muito tempo que a presença de porta-aviões americanos nas proximidades da costa iraniana "não é a exceção, mas a regra".

O representante do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Keyvan Khosravi, afirmou, por sua vez, que Teerã duvida que os Estados Unidos, enviando um porta-aviões para a costa do Irã, desejem testar a capacidade das Forças Armadas iranianas.

As tensões entre os dois países aumentaram em meados de abril, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a decisão de classificar o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como organização terrorista.

Em resposta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã classificou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) como organização terrorista e designou os EUA como país patrocinador do terrorismo.

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