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Guaidó considera pedir aos EUA para intervirem na Venezuela

© REUTERS / Carlos Garcia RawlinsLíder da oposição venezuelana e presidente autoproclamado, Juan Guaidó, discursa em frente à base aérea La Carlota, em Caracas
Líder da oposição venezuelana e presidente autoproclamado, Juan Guaidó, discursa em frente à base aérea La Carlota, em Caracas - Sputnik Brasil
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Em entrevista à BBC, o autoproclamado líder venezuelano interino Juan Guaidó afirmou que é "responsável por avaliar" a possibilidade de intervenção internacional quando lhe foi perguntado se acolheria uma intervenção militar norte-americana.

Guaidó afirmou que acolherá com agrado o apoio dos EUA, qualificando-o como "decisivo".

"Eu, como presidente encarregado do parlamento nacional, avaliarei todas as opções se necessário […] Acho que a posição do presidente [Donald] Trump é muito firme, o que apreciamos, assim como a do mundo inteiro", disse à emissora britânica.

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No domingo (5), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou à ABC que Donald Trump "possui toda a gama de competências do Artigo 2", referindo-se à possibilidade de uma intervenção militar americana na Venezuela sem a aprovação do Congresso.

Pompeo também ressaltou que os EUA ainda têm um "conjunto completo de opções", além de estar totalmente confiante de que "qualquer ação" que os EUA tomem na Venezuela será "legal".

Apesar de sua tentativa de golpe no dia 30 de abril ter fracassado, Guaidó afirmou que é "claramente visível que as Forças Armadas já não apoiam Maduro". Posteriormente, ele admitiu que a oposição tinha calculado mal seu apoio dentro das Forças Armadas durante a tentativa de golpe contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Em uma recente entrevista ao jornal Washington Post, o líder da oposição disse saudar as últimas discussões em Washington sobre opções militares, chamando-as de "excelentes notícias".

A situação na Venezuela vem se agravando desde o dia 23 de janeiro, quando Guaidó se proclamou ilegalmente presidente interino e foi imediatamente apoiado pelos EUA e seus aliados, enquanto Maduro recebeu o suporte de vários países, incluindo Rússia e China, e foi reconhecido como o único presidente legítimo da Venezuela.

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