Estratégia dos EUA para Cuba 'é muito imprevisível'

© REUTERS / Enrique de la OsaThe Cuban flag flies in front of the U.S. Interests Section (background), in Havana May 22, 2015
The Cuban flag flies in front of the U.S. Interests Section (background), in Havana May 22, 2015 - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
O governo Trump anunciou em 17 de abril a suspensão da proibição de cidadãos norte-americanos de reivindicar bens confiscados pelo governo de Castro na revolução de 1959. Como isso afetará Cuba?

José Gabilondo é professor da Faculdade de Direito da Universidade Internacional da Flórida (EUA) e não descarta que a nova medida afetará a economia cubana e dissuadirá as empresas estrangeiras de continuarem a investir na ilha, já que poderá haver uma avalanche de demandas. "Isso significa que pode haver milhares de processos contra investidores em Cuba", disse ele à Sputnik.

Participantes da manifestação a favor do Presidente da Venezuela Nicolás Maduro - Sputnik Brasil
Moscou: com novas sanções, EUA tentam mudar curso político de Cuba e Venezuela
Quanto à decisão dos EUA, Gabilondo apontou que os cidadãos cubano-americanos residentes nos EUA são um número muito pequeno, mas com "uma influência desproporcional na política externa dos EUA", porque eles contam com muitos congressistas "muito capazes".

"[Eles têm influência] através do processo eleitoral no Congresso, os cubano-americanos estão concentrados na Flórida, um estado eleitoral muito importante", explicou.

Ele diz que o objetivo dos Estados Unidos em Cuba tem sido "por décadas" mudar o governo, embora seja uma política que se tenha alterado durante o mandato do presidente anterior. "Obama realmente deu um passo para trás e isso foi muito significativo", disse ele. Com Donald Trump, "a estratégia está sendo muito imprevisível, não está clara". A maioria dos líderes reluta em assumir riscos, disse ele, mas Trump não segue as regras convencionais.

Gabilondo também apontou que os países que correm risco de ver seus investimentos prejudicados em Cuba são a Espanha e o Canadá, pois são os que mais investem. "Eu acho que eles são os que serão mais prejudicados", concluiu.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала