Premiê Modi alerta Paquistão: Índia não chora mais e tem 'bomba mais nuclear de todas'

© AP Photo / Manish SwarupMíssil balístico de longo alcance Agni-V durante desfile militar em Nova Deli, Índia
Míssil balístico de longo alcance Agni-V durante desfile militar em Nova Deli, Índia - Sputnik Brasil
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O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou sua nação tem a "mãe das bombas nucleares", e é por isso que Nova Deli nunca cederá ao que ele descreveu como chantagem nuclear do Paquistão.

Discursando em comício no distrito de Surendranagar, Modi afirmou particularmente que "o Paquistão poderia nos ameaçar afirmando ter bomba nuclear e pressionaria o botão [se a Índia retaliar]".

"Nós temos a bomba mais nuclear de todas (a mãe das bombas nucleares). Eu decidi dizer a eles, façam o que quiser [mas vamos retaliar]. No passado, nosso povo chorava e dava volta ao mundo dizendo que o Paquistão fez isso e fez aquilo […] Agora é a vez de o Paquistão chorar", ressaltou Modi.

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As palavras de Modi sucedem outras expressas por ele dias atrás sobre os ataques aéreos de fevereiro realizados pela Força Aérea indiana (IAF) em Balakot, dizendo que "o Paquistão tem nos ameaçando há muito tempo com capacidade nuclear, mas a IAF chamou isso blefe com os ataques".

"Os dias em que Índia cedia a ameaças ficaram para trás. Esta é uma nova Índia que vai atacar os terroristas bem dentro de esconderijos do outro lado da fronteira", acrescentou Modi.

Anteriormente, ele deixou claro que os ataques da IAF contra a "instalação terrorista" serão a nova política da Índia, adicionando que "A Nova Índia vai matar terroristas invadindo suas tocas". O major-general do Exército paquistanês, Asif Ghafoor, por sua vez, afirmou à Sputnik no fim de março que Islamabad — capital paquistanesa — exclui a possibilidade de uso de armas nucleares, vendo-as como uma ferramenta de dissuasão para evitar guerras reais.

"Desde que nos tornamos abertamente nucleares, como a Índia também, em 1998, nosso posicionamento é que essa capacidade elimina a possibilidade de uma guerra convencional entre os dois países. Ou seja, trata-se de uma arma de dissuasão e de uma escolha política. Nenhum país equilibrado possuidor de capacidades [nucleares] falaria em usá-las", enfatizou Ghafoor.

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A onda de declarações contextualiza as tensões existentes entre a Índia e o Paquistão, que se agravaram no fim de fevereiro, quando cada lado teria perdido um avião de guerra durante combate sobre a Caxemira.

A batalha aérea de 27 de fevereiro veio um dia depois de a Força Aérea indiana lançar ataque em Pulwama contra o que Nova Deli disse ser um acampamento de Jaish-e-Mohammad, sendo os membros desse grupo considerados terroristas pela Índia e estão localizados em solo paquistanês através da chamada Linha de Controle, separando as áreas controladas pela Índia e pelo Paquistão da Caxemira.

O ataque aéreo indiano foi precedido por um ataque de Jaish-e-Mohammad à força policial paramilitar indiana na Caxemira em meados de fevereiro, que matou mais de 40 militares. Enquanto a Índia acusou o Paquistão de apoiar os militantes e ter uma "mão direta" no incidente, o Paquistão rejeitou as acusações.

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