Dinamarca rejeita pedido de Trump para repatriar jihadistas presos na Síria

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Combatente do Daesh. - Sputnik Brasil
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Na tarde de ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos aliados da União Europeia que repatriassem e julgassem mais de 800 combatentes do Daesh* capturados na Síria.

De acordo com a agência de notícias DPA, citando representantes do primeiro-ministro Lars Løkke Rasmussen, Copenhague não vai receber de volta combatentes do Daesh para serem julgados no país.

"Estamos falando das pessoas mais perigosas do mundo. Não devemos recebê-las", enfatizou, acrescentando que a declaração de Trump foi prematura, já que a situação na Síria está longe de ser estável.

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Mais cedo neste domingo, uma porta-voz do Ministério do Interior da Alemanha se dirigiu ao apelo do presidente dos EUA.

"Em princípio, todos os cidadãos alemães e os suspeitos de terem lutado pelo chamado Daesh têm o direito de retornar", disse ela, acrescentando, no entanto, que a condição para isso era o acesso consular aos suspeitos.

A autoridade alemã também disse que o Iraque mostrou interesse em ter alguns dos combatentes jihadistas da Alemanha levados a julgamento. "Mas na Síria, o governo alemão não pode garantir deveres legais e consulares para cidadãos alemães encarcerados devido ao conflito armado", concluiu.

No começo de janeiro, a França teria concordado em repatriar pelo menos 130 combatentes franceses do Daesh detidos no nordeste da Síria por soldados curdos apoiados pelos EUA. A ideia é que eles sejam julgados na França.

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