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Mapeamento 3D da Via Láctea mostra nossa galáxia nem um pouco plana

© Lehrstuhl für Astrophysik, RUBUma parte pequena da Via Láctea
Uma parte pequena da Via Láctea - Sputnik Brasil
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O mapeamento 3D de mais de mil jovens estrelas brilhantes da Via Láctea trouxe uma "uma vista sem precedentes" da nossa galáxia, que, ao invés de ser plana, é mais parecida com uma letra "S". É só o começo do mapeamento do nosso lar, segundo a revista Nature Astronomy.

A Via Láctea é dona de 250 bilhões de estrelas, que, em sua maioria, estão localizadas nas entranhas da galáxia.

"Pensamos geralmente que galáxias espirais se parecem com uma folha plana, como a galáxia de Andrômeda, que pode ser vista facilmente por telescópio", contou Richard de Grijs, astrofísico da Universidade Macquarie, Austrália.

Estrelas jovens atraem atenção de astrofísicos porque a luminosidade cresce e diminui gradualmente em resultado de processos internos. A frequência e a força dessas pulsações dependem da luminosidade absoluta do astro, permitindo que astrônomos as usem para medir distâncias no espaço, inclusive para determinar distâncias de partes diferentes da Via Láctea.

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O número de jovens estrelas na parte central e distante da galáxia não é grande. Astrofísicos querem encontrar mais jovens astros para entender a estrutura central e os arredores distantes da galáxia, mesmo sendo uma missão difícil devido a uma manta de poeira e gás que cobre essas regiões da Via Láctea.

Quatro anos atrás, Grijs e outros astrofísicos analisaram o Anel de Monóceros, que é um longo filamento de estrelas, que envolve a Via Láctea três vezes. A estrutura indicou a possibilidade de nossa galáxia não ser completamente plana, mas, ao invés disso, ser parecida com um "S".

Graças à descoberta das jovens estrelas no "lado escuro" e no centro da Via Láctea, os astrofísicos foram capazes de provar a teoria do formato "S". Usando imagens do telescópio WISE, foram calculadas a distância exata e a posição de cerca de 1.500 estrelas para criação de um mapeamento 3D da galáxia.

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O formato da nossa galáxia é um tanto estranho, pois suas extremidades se entrelaçam em uma espiral amassada e comprimida, o que não pode ser visto na vizinha galáxia de Andrômeda, mas que é comum em outras galáxias espirais.

Astrofísicos supõem que o formato é resultado da interação gravitacional entre os arredores e a densa região central — que gira em um ângulo completamente diferente das outras partes — da galáxia.

A descoberta sem precedentes do disco da galáxia explica o comportamento das estrelas nos seus arredores e ajuda a determinar com precisão o posicionamento, idade e outras caraterísticas dos astros.

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