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É possível ter outra greve dos caminhoneiros no início deste ano?

© Sputnik / Solon NetoManifestação de caminhoneiros no Rio de Janeiro como parte de mobilização nacional da categoria contra os preços altos dos combustíveis no Brasil.
Manifestação de caminhoneiros no Rio de Janeiro como parte de mobilização nacional da categoria contra os preços altos dos combustíveis no Brasil. - Sputnik Brasil
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Após uma grande paralisação em maio e junho do ano passado, os caminhoneiros cogitam realizar uma nova greve este ano. Se for concretizada, essa pode ser uma dificuldade enfrentada pelo governo Bolsonaro.

A mobilização da categoria acontece via grupos de WhatsApp e tem como objetivo manifestar a insatisfação com o descumprimento do piso mínimo do frete. As informações foram divulgadas pelo site da revista Veja nesta terça-feira (4/12).

No entanto, apesar dos rumores, o criador do Blog do Caminhoneiro, Rafael Brusque Toporovicz, descarta a hipótese. Segundo ele, o governo Bolsonaro se mantém atento às reivindicações dos caminhoneiros e, com isso, categoria não cogita ainda uma mobilização.

"Por conta desse dialogo, a possibilidade de uma greve agora está sendo descartada. Não está havendo nenhuma movimentação para uma paralisação imediata agora ou em fevereiro", explicou em entrevista à Sputnik Brasil.

Outro aspecto destacado por Rafael Brusque Toporovicz é o momento político e a alta da safra.

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"Um movimento dos caminhoneiros igual ao que eles fizeram em maio, para ter relevância e força, tem que ser um movimento muito grande, nesse momento acaba sendo um momento muito difícil", disse.

Mesmo com a hipótese descartada, os caminhoneiros brasileiros ainda sofrem com as mesmas dificuldades que enfrentavam antes da greve de 2018. A principal delas é o subsídio ao diesel e o preço do frete.

Para encerrar a paralisação, o governo do então presidente Michel Temer ofereceu um subsídio de R$ 0,46 por litro de diesel. Mas o pagamento se encerrou no dia 31 de dezembro de 2018.

"O novo governo não renovou [o subsídio] até por conta o valor do diesel ter baixado no mercado internacional", comentou Rafael Brusque Toporovicz.

Outra questão é o tabelamento do preço do frete também instaurado pelo governo do então presidente Michel Temer.

Algumas empresas têm conseguido liminares na Justiça que barraram o tabelamento por não respeitar o "livre mercado".

"Está em tramitação no STF o processo a respeito da constitucionalidade da tabela de frete. Até sair essa definição ainda dá muita margem para a Justiça dar muita decisão em favor das empresas", completou Rafael Brusque Toporovicz.

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