ELN reconhece autoria de atentado em Bogotá que deixou 21 mortos

© AFP 2022 / ELN's Portal Voces de Colombia Combatentes do ELN (foto de arquivo)
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A organização guerrilheira colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) reivindicou a autoria do atentado contra a Escola de Cadetes da Polícia General Santander, em Bogotá, que deixou 21 mortos e mais de 60 feridos.

A organização ELN manifestou através de um comunicado, emitido desde Havana, que o ataque terrorista foi uma resposta às atividades militares realizadas pelo governo colombiano chefiado por Iván Duque, durante o cessar-fogo unilateral que a guerrilha anunciou no Natal e fim de ano.

Segundo o comunicado, o presidente "não deu a dimensão necessária ao gesto de paz" da guerrilha. "A sua resposta foi realizar um ataque militar contra nós, em todo o território nacional. No entanto, cumprimos rigorosamente o cessar-fogo unilateral de operações ofensivas de 23 de dezembro de 2018 a 2 de janeiro de 2019", afirma o documento.

"As Forças Armadas governamentais aproveitaram esse cessar-fogo para avançar as posições das suas tropas, ganhando povoações favoráveis, difíceis de conseguir sem o cessar-fogo", sublinhou a publicação.

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O ELN indicou que escolheu a Escola de Cadetes da Polícia General Santander como o alvo de ataque porque é uma "instalação militar" onde se treinam os oficiais que logo realizarão ações de inteligência contra o inimigo, conduzirão operações militares, participarão ativamente da guerra contra a insurreição.

A organização guerrilheira qualificou o atentado em Bogotá como uma "operação lícita" dentro do direito de guerra, destacando que "não houve nenhuma vítima não combatente". 

O ELN chamou de "muito desproporcional" que, enquanto o governo a ataca, propõe que o ELN não possa responder "em legítima defesa". A organização insistiu em decretar um cessar-fogo bilateral para gerar um clima favorável às forças de paz.

A reivindicação surgiu um dia depois de milhares de colombianos se terem manifestado por todo o país, numa rejeição massiva contra o terrorismo e em homenagem às vítimas do ataque, o mais mortífero em Bogotá em 16 anos.

Em 17 de janeiro, um carro-bomba explodiu junto à Escola de Cadetes da Polícia General Santander, em Bogotá, causando 21 mortes, entre eles o responsável do ataque, e 68 feridos. O condutor do carro-bomba, José Aldemar Rojas Rodríguez, de 56 anos, explodiu 80 kg de pentolite.

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