Jornalista da BBC diz que emissora procura provas que Rússia ganha com protestos em Paris

© Sputnik / Julien Mattia / Abrir o banco de imagensParticipantes de protestos dos "coletes amarelos" contra o aumento dos preços de combustíveis em Paris
Participantes de protestos dos coletes amarelos contra o aumento dos preços de combustíveis em Paris - Sputnik Brasil
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Uma correspondente da BBC admitiu que a emissora está em busca de quaisquer provas de um alegado papel da Rússia nos protestos dos "coletes amarelos" em Paris, exigindo que seus jornalistas busquem quaisquer pistas que apontem para Moscou.

A redação da Sputnik obteve a correspondência da jornalista da BBC Rússia, Olga Ivshina, com uma observadora que cobria nas redes sociais os protestos dos "coletes amarelos" que decorrem na França.

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A correspondente da BBC está tentando descobrir, na troca de mensagens, se a Rússia tem algo a ver com os protestos na capital francesa. A observadora, por sua vez, explica que ela não viu nenhum russo nos protestos.

Entretanto, a correspondente da BBC não ficou satisfeita com essa resposta.

"Bem, talvez algumas empresas russas estejam lucrando bastante bem com isso [os protestos] [emoji sorrindo]. Talvez, eles [os manifestantes] estejam comendo costeletas [russas] em grande quantidade [emoji sorrindo]?", perguntou a correspondente da BBC.

A observadora apenas riu em resposta.

A jornalista da BBC explicou que ela estava "procurando por vários ângulos" porque a emissora estava "saindo em busca de sangue".

A notícia chega em um momento em que o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou em 9 de dezembro que o Secretariado-Geral da Defesa e Segurança Nacional da França (SGDSN) está investigando reportagens sobre uma suposta interferência da Rússia nos comícios.

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Anteriormente, o jornal britânico The Times informou que foram encontradas centenas de contas no Twitter, supostamente ligadas à Rússia, alimentando os protestos dos "coletes amarelos", através da publicação de fotos de manifestantes feridos e de retweets de mensagens relacionados com os distúrbios.

O Kremlin, por sua vez, sublinhou que a Rússia considera os protestos como um assunto interno da França, e classificou como calúnia as acusações de uma alegada interferência russa.

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