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'Fluido de massa negativa preenche todo o Universo', afirma astrofísico

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Galáxia (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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Cientistas supõem atualmente que a matéria e a energia escuras podem ser unificadas em um fluido que possui um tipo de "gravidade negativa", segundo o Doutor James Farnes, líder da pesquisa no Centro de Pesquisa Eletrônica de Oxford (OeRC).

Essa conclusão sugere que os restantes 95% do cosmos teriam uma solução estética, incluindo um simples sinal de menos.

Através de uma simulação computacional de propriedades de massa negativa é prevista a formação de halos de matéria escura, que é um componente teórico de uma galáxia que o envolve e se estende muito para além de sua borda.

A simulação corresponde ao comportamento de halos anteriormente sugerido por observações via radiotelescópios, segundo a Sky News. A Sputnik Internacional falou com James Farnes sobre o assunto.

Estrela ardente (imagem artística) - Sputnik Brasil
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Segundo o astrofísico, "se considerarmos a ideia não convencional de que o fluido de massa negativa realmente preenche todo o Universo, então ele pode de fato unificar a energia escura e a matéria escura em um único fluido".

"Existem muitas partículas de massa negativa que estão continuamente surgindo cada vez mais o tempo todo. E isso pode acelerar a expansão do Universo e também se agrupar em torno de galáxias", diz Farnes.

Apesar da afirmação, o pesquisador alega que tudo ainda é muito cedo para ser confirmado e que é necessário um estudo aprofundado do assunto, com a ajuda de futuros telescópios.

"Nesta nova teoria, nós somos realmente capazes de ver tanto a matéria exótica na forma dessas massas negativas, quanto a gravidade modificada na forma dessas partículas que estão sendo criadas o tempo todo. E essa combinação realmente parece inteiramente compatível com a energia escura e a matéria escura."

Ilustração mostra asteroide Oumuamua indo na direção à periferia do Sistema Solar (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil
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O especialista concordou, ao ser questionado se a teoria de cosmologia do Big Bang coincidiria com a do modelo Lambda-CDM.

O Big Bang sugere que, se o Universo fosse "rebobinado", "deveria ter havido um momento em que o Universo começou" e se expandiu desde então, comenta o Doutor, adicionando que "este novo modelo cosmológico diz exatamente a mesma coisa", mas adicionou que há "diferenças fundamentais entre esse modelo Lambda-CDM padrão e o novo".

"O modelo Lambda-CDM padrão sugere que todas as galáxias serão afastadas em um ritmo acelerado e acabaremos vivendo em uma parte isolada do espaço realmente solitária. Mas esta nova teoria sugere que o espaço acabará por colapsar novamente e o Universo poderá sofrer um ciclo de expansão e contração."

Farnes alega que, se realmente estamos nessas partículas de massa negativa, então "elas formariam um tipo de matéria escura fria", pois elas não estariam interagindo umas com as outras.

"Se você se aproximasse de uma delas, ela realmente viria correndo em sua direção, em vez de se afastar de você, e um mar de partículas de massa negativas estariam se repelindo umas às outras. Então, isso significa que essas partículas não teriam chance de aquecer como tal. Elas apenas permaneceriam como uma interação fria e fraca", concluiu.

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