Análise: entregas de navios americanos à Ucrânia agravarão situação no país

© AFP 2022 / MIKE NELSONFragata USS Stark da classe Oliver Hazard Perry pertencente à Marinha dos EUA
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Os EUA planejam vender à Ucrânia duas fragatas obsoletas que já saíram de serviço. O cientista político russo explica por que tal desenvolvimento da situação é completamente desvantajoso para o país.

Recentemente, o comandante da Marinha ucraniana, Igor Voronchenko comunicou que Washington apresentou a Kiev uma proposta para lhe entregar fragatas descomissionadas da classe Oliver Hazard Perry.

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Nessa conexão, ele afirmou que a Marinha da Ucrânia está considerando o assunto, tendo em conta o estado dos navios e o preço de sua manutenção. Segundo destacou o chefe da entidade naval, a exploração de cada um dos navios custa aproximadamente US$ 25 milhões (R$ 93,5 milhões) por ano.

Ao comentar a situação ao serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista político russo Aleksandr Dudchak assegurou que as entregas de material militar estadunidense à Ucrânia não faz nenhum bem ao país, mas, ao contrário, cria uma "situação triste".

"Na verdade, não há nada de novo. Mas, nesse caso a transferência de cacaréus velhos é diferente porque a Ucrânia, por qualquer razão, pede ajuda. No entanto, esse 'apoio' não é grátis. Este tipo de navios descomissionados já saiu de produção", declarou a especialista.

Ao mesmo tempo, ele assegurou que este "não é um caso único":

"[Os EUA] entregam também outro equipamento antigo, e em parte prometem [transferir] algum novo: helicópteros para a polícia, por exemplo,".

Não obstante, na opinião do especialista, "aqui não há nada de bom porque [a Ucrânia] tem suas próprias capacidades, e as pessoas que poderiam trabalhar, realizando as encomendas, e receber salários, simplesmente não têm oportunidade de fazê-lo".

"Em resultado", resume o cientista político, "o governo trabalha para outro país, enviando para o estrangeiro as encomendas que poderia fazer por si próprio. O mesmo ocorre em outras esferas. Portanto, é uma situação triste. A mão-de-obra parte para outros países exatamente porque não há emprego, e não há emprego porque os chefes do país distribuem encomendas para o estrangeiro".

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