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Executivo sobre relações com a China: ‘Brasileiros decidirão o que é melhor para o país’

© Sputnik/Igor PatrickXie Dong Bo, vice-presidente da GREE
Xie Dong Bo, vice-presidente da GREE - Sputnik Brasil
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O vice-presidente da GREE - marca líder na fabricação de ar condicionado no mundo - disse hoje em coletiva de imprensa acreditar que população brasileira pressionará Bolsonaro para não criar empecilhos em relação comercial com o Brasil.

Xie Dong Bo trabalhou oito anos no Brasil, supervisionando grandes projetos como a instalação de uma fábrica na zona franca de Manaus e o sistema de refrigeração no estádio do Maracanã para as Olimpíadas. Neste período, a empresa saltou para a 3ª colocação no país, com 10% do mercado (liderado por Carrier e Electrolux), gerando mais de 400 empregos diretos. 

O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang (à esquerda) e o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (à direita). - Sputnik Brasil
O que está em jogo na relação do governo Bolsonaro com a China?
Com a aquisição de uma nova fábrica em Manaus e um investimento na ordem de R$80 milhões de reais, Xie diz acreditar que os investimentos chineses no mercado brasileiro depende "menos de governo e mais de consumidores". Ele vê com otimismo a abertura de mercado projetada pelo futuro governo Bolsonaro e defende que a população pressionará o presidente eleito a manter as relações comerciais com os chineses por serem "benéficas para o país de vocês".

"Eu vi essas declarações [sobre a China]. Na verdade eu não entendo Bolsonaro, mas acho que com o câmbio mais estável e o mercado mais aberto, vamos conseguir investir mais no Brasil", afirmou. "2015 e 2016 foram anos difíceis para se investir no Brasil, agora está melhorando", completa citando a necessidade de abertura do mercado industrial e uma reforma tributária que dê fim à disputa  fiscal entre os estados brasileiros.

A GREE espera obter de 25 a 30% do mercado brasileiro nos próximos cinco anos. A nova fábrica em Manaus — que começa a operar ainda este ano — servirá também a um novo propósito: desviar da guerra tarifária com os Estados Unidos.

"Com os novos impostos [decretados por Trump], enviando do Brasil para os Estados Unidos economizamos 10%", finalizou.

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