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EUA perdem disputa no setor energético para a Rússia?

© Foto / TurkStreamTrabalhador soldando tubos do gasoduto TurkStream (imagem de arquivo)
Trabalhador soldando tubos do gasoduto TurkStream (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório sobre as perspectivas para a energia global indicou o papel de liderança da Rússia nesse setor até 2040.

De acordo com o relatório, o Sudeste Asiático é a região-chave graças à qual será possível aumentar a exportação de gás natural em 60%.

A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo). - Sputnik Brasil
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Devido ao fato de que os países da União Europeia estão diminuindo gradualmente sua própria produção de gás, está previsto que suas importações aumentem, atingindo 86% do consumo interno até 2040 e fazendo com que a Rússia não tenha sérios concorrentes nesse setor, segundo os especialistas.

Embora a Rússia não consiga dominar completamente essa demanda por motivos políticos, o papel russo no abastecimento europeu de gás será crucial.

"A Rússia continuará sendo a maior fornecedora de gás da região e uma das fontes mais baratas, mas esse efeito é reduzido em um mercado de gás europeu muito mais integrado, onde os compradores terão acesso a diferentes fontes de gás", prevê a AIE.

O relatório cita que, ainda este ano, a gigante russa do setor energético Gazprom planeja quebrar o recorde de fornecimento de gás por gasoduto enviando 205 bilhões de metros cúbicos deste combustível para exportação, o que é dez vezes mais do que todo o gás produzido pela Ucrânia em 2017.

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Isso acontece devido aos preços acessíveis russos, sendo que, em outubro, a companhia American LNG cobrou US$ 352 por mil metros cúbicos, enquanto a Gazprom ofereceu pelo mesmo volume US$ 230.

Indiretamente, a posição dos consumidores europeus é expressa em projetos de infraestrutura, por exemplo, com a continuidade da construção do gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) para fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) à UE.

A Ásia será a principal consumidora de energia nos próximos anos, destacam os analistas da IEA, estando a China no topo da lista, com compras previstas de 480 bilhões de metros cúbicos até 2030.

"Estamos confiantes de que mais de 70% do investimento global no setor de energia dependerá da vontade dos Estados, o que significa que o destino do setor é totalmente determinado por decisões políticas", disse Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, acrescentando que "alcançar nossos objetivos comuns exige o desenvolvimento de políticas e iniciativas relevantes".

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Devido às constantes sanções americanas e à guerra comercial desencadeado por Donald Trump, Pequim se recusou completamente a fornecer petróleo e GNL aos EUA. Com isso, os líderes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, concordaram em construir um novo gasoduto — o Poder da Sibéria2. Espera-se que cerca de 30 bilhões de metros cúbicos de gás sejam produzidos anualmente.

Esses acordos bilaterais sino-russos podem implicar perdas irreparáveis à economia americana, concluem os analistas da agência.

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