Imprensa americana explica por que defesa antiaérea russa é a mais potente

© Sputnik / Ilia Pitalev / Abrir o banco de imagensExercícios de tiro das tropas de defesa antiaérea no âmbito das manobras Vostok 2018 no polígono de Telemba, na região russa de Buriátia
Exercícios de tiro das tropas de defesa antiaérea no âmbito das manobras Vostok 2018 no polígono de Telemba, na região russa de Buriátia - Sputnik Brasil
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Um componente importantíssimo da zona russa de A2/AD (o conceito de negação de acesso à área) é seu sistema integrado de defesa antiaérea que, provavelmente, é "o mais avançado e potente" do mundo, escreve a mídia estadunidense.

De acordo com o portal The National Interest, o sistema antiaéreo que a Rússia possui é de vários níveis e é composto por diferentes sistemas de longo, médio e curto alcance, que foram significativamente modernizados após o colapso da URSS.

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O autor do artigo sublinha que até os sistemas produzidos na URSS oferecem uma resistência eficiente à aviação por todo o mundo, enquanto o espaço aéreo russo é protegido por sistemas desenvolvidos com as tecnologias mais modernas.

Na opinião de Adam Cabot, as manobras Vostok 2018, que decorreram no início de setembro, tinham por objetivo mostrar à OTAN que o espaço aéreo russo é de fato um "verdadeiro campo de minas" para o potencial inimigo.

Ao mesmo tempo, o artigo reconhece que a Força Aérea dos EUA é a mais avançada no mundo e tem uma experiência enorme de luta contra sistemas antiaéreos inimigos, porém, ainda nunca se depararam com um sistema de defesa antiaérea semelhante ao russo.

Ao usar contra a Rússia táticas de supressão que se utilizavam antes, acredita o analista, os problemas são inevitáveis, entre eles — o custo e a provável incapacidade de eliminar todos os sistemas de defesa antiaérea russos. Aliás, outro dos obstáculos nessa operação também seria a alta mobilidade destas armas.

Além disso, acredita Cabot, tais aviões como o bombardeiro furtivo B-2 podem ser vulneráveis perante os novíssimos sistemas de radar e aeronaves de combate russas. Já os caças caros F-22 e F-35 podem correr riscos ainda maiores perante as armas russas, ressalta a edição.

Na história já ouve precedentes em que os aviões furtivos não lograram cumprir suas tarefas — por exemplo, o caso do F-117A eliminado durante a operação na Sérvia, em 1999. Isso pode se repetir, alerta o autor, pois as tecnologias furtivas não podem tornar os aviões completamente invisíveis, enquanto os êxitos russos na criação de novas tecnologias tornam rapidamente ineficazes essas inovações.

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