Washington deve revelar seus planos para controle de armamentos, declara Lavrov

© Sputnik / Maksim Blinov  / Abrir o banco de imagensO ministro de Relações Exteriores russo Sergei Lavrov durante o encontro com a Federação Mundial de Câmaras Comerciais, Moscou, Rússia, 22 de junho de 2016
O ministro de Relações Exteriores russo Sergei Lavrov durante o encontro com a Federação Mundial de Câmaras Comerciais, Moscou, Rússia, 22 de junho de 2016 - Sputnik Brasil
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que se os EUA decidiram sair do Tratado INF, eles devem revelar seus planos no campo de controle de armamentos, acrescentando que a falta de transparência e de controle é inadmissível.

"O presidente da Rússia Vladimir Putin deixou bem claro que nós compreendemos que esta é a sua decisão, que nós não podemos influenciar essas decisões. Nós expressamos nossos argumentos, esperamos que, adotando sua decisão, eles [os EUA] tenham tido em consideração os nossos argumentos", disse Lavrov em 28 de outubro durante entrevista à emissora Rossiya 1.

O ministro afirmou também que se Washington decidiu não seguir os documentos jurídicos internacionais no campo de controle de armamentos, eles deveriam revelar "o que planejam fazer nesse campo".

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"Não se pode [agir no campo de controle de armamentos] sem controle, sem transparência. Bolton disse ‘que não’, que eles entendem perfeitamente que a transparência e um certo grau de confiança e previsibilidade são necessários", acrescentou ele, comentando seu encontro com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, realizado em 22 de outubro.

Segundo o chanceler russo, entre os motivos principais da saída dos EUA do Tratado INF revelados por Washington está a alegada violação do Tratado por Moscou.

Entretanto, Lavrov declarou que a Rússia está a favor da criação de um novo tratado com os EUA para estabilidade estratégica e ele próprio pediu a Bolton para acelerar a resposta dos EUA à proposta russa de reiniciar o diálogo entre os vice-ministros das chancelarias de ambos os países.

Além disso, ele afirmou que a decisão dos EUA de sair do Tratado INF suscitou preocupações entre os aliados dos EUA na OTAN.

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O Tratado INF, assinado por Washington e Moscou em 1987, não tem data de expiração e proíbe as partes de terem mísseis balísticos terrestres ou mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

Em 20 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país abandonaria o Tratado INF, alegando supostas violações do acordo pela Rússia.

Mais tarde, o presidente estadunidense acrescentou que os EUA aumentarão suas capacidades nucleares até que os outros países, como a Rússia e a China, "recuperem a razão".

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