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Combinação fatal: Rússia moderniza sua artilharia superpotente

© Sputnik / Vitaly Ankov / Abrir o banco de imagensMorteiro autopropulsado russo 2S4 Tyulpan
Morteiro autopropulsado russo 2S4 Tyulpan - Sputnik Brasil
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Nos próximos anos, a Rússia tenciona modernizar a sua artilharia pesada, a mais poderosa do mundo.

Trata-se do obuseiro Pion e do morteiro autopropulsado Tyulpan, que serão completamente reformados e equipados com modernos dispositivos de vigilância e sistemas de aquisição de alvos. 

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Nesta matéria a Sputnik explica por que o Exército russo se lembrou agora de sua artilharia pesada. 

Segunda vida

Em meados da década de 1990, a maior parte dos Pion e Tyulpan foi armazenada por um longo período. Estes armamentos só retornaram às tropas 20 anos depois, no âmbito da reforma das Forças Armadas da Rússia. 

Segundo o Ministério da Defesa russo, todos os equipamentos disponíveis serão modernizados e se tornarão mais rápidos e manobráveis. Mas o mais importante – o Tyulpan e o Pion receberão avançados sistemas de comunicação, dispositivos de vigilância e modernos sistemas automatizados de controle de fogo. 

Um aspecto importante da modernização é a proteção antinuclear, como modo de antecipar preventivamente possíveis situações em que a tripulação e os sistemas eletrônicos possam ser expostos à radiação. Em morteiros autopropulsados, os sistemas de filtragem e de ventilação serão substituídos e o corpo do veículo será hermeticamente fechado ao máximo, permitindo operações próximas ao epicentro da explosão atômica. 

Contribuição importante

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"O conflito na Síria mostrou que a artilharia pesada contribuiu significativamente para o sucesso das operações militares", observou o analista militar Aleksei Leonkov. 

Segundo ele, a artilharia rompeu a defesa dos militantes, destruiu os pontos fortificados, que em alguns casos não poderiam ser efetivamente atingidos pela força aérea. 

Os fabricantes russos de munições estão prontos para produzir bombas de nova geração para o Pion e o Tyulpan. O vice-diretor geral da Tecmash, Aleksandr Kochkin, informou que, no momento, a produção de munições para esse tipo de equipamentos está sendo restaurada. Ao mesmo tempo, há planos para desenvolver projéteis de "potência aumentada, com outras composições explosivas".

Aparentemente, trata-se das chamadas munições inteligentes, equipadas com detonadores programáveis remotos, que expandirão a lista de alvos potenciais. As tecnologias modernas também permitirão aumentar o alcance do projétil. Mas, mesmo com as munições atuais, o poder de fogo de Tyulpan e Pion é colossal. Segundo estimativas de especialistas, uma granada de morteiro de 130 quilos é capaz de perfurar de cima a baixo todos os pisos de concreto de um prédio de 12 metros de altura.

Raridade do século passado

Atualmente o Exército russo dispõe de cerca de 500 morteiros autopropulsados 2S4 Tyulpan de 240 mm, em serviço e armazenados. Este armamento foi desenvolvido com base no morteiro pesado M-240 da 2ª Guerra Mundial no final dos anos 60, quando o exército precisava de um poderoso sistema de artilharia autopropulsada.

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O obuseiro Pion é considerado um "parente" do Tyulpan e também foi projetado para destruir alvos muito importantes e meios de ataque nuclear localizados em profundidade tática, mas a uma distância muito maior do que o Tyulpan – até 50 quilômetros. A escolha da munição para o canhão de 203 milímetros é um pouco mais modesta. Entretanto, há a possibilidade de usar projéteis de propósito geral e químicos, além de uma munição especial nuclear. O Pion e o Tyulpan são usados somente quando é necessário efetuar um ataque de artilharia particularmente preciso e poderoso.

Em relação aos análogos estrangeiros, os morteiros autopropulsados russos não têm concorrentes diretos de calibre semelhante. O representante de maior calibre e mais usado nos países ocidentais é o obuseiro de 155 mm Paladin, que tem sido empregado amplamente em quase todos os conflitos militares com a participação da OTAN.

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