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China cancela reunião com o secretário de Defesa dos EUA

© AP Photo / Mark SchiefelbeinO secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis e o ministro da Defesa da China, Wei Fenghe juntos durante uma cerimônia de boas-vindas no Edifício Bayi, em Pequim.
O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis e o ministro da Defesa da China, Wei Fenghe juntos durante uma cerimônia de boas-vindas no Edifício Bayi, em Pequim. - Sputnik Brasil
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Os meses de disputas diplomáticas e econômicas entre Pequim e Washington não deram sinais de melhora. Autoridades chinesas teriam cancelado reunião com o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, esfriando as esperanças de normalização das relações entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

De acordo com um artigo do The New York Times citando um funcionário militar anônimo, a China cancelou conversas diplomáticas e de segurança em Pequim com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, previstas para meados de outubro porque um oficial militar sênior não estaria disponível para se encontrar com ele. O lado chinês havia elogiado anteriormente o encontro como uma oportunidade para que as relações entre os países se normalizassem.

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Separadamente, o jornal informou que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, deve usar da palavra nesta semana, concentrando-se nas preocupações da Casa Branca com as políticas da China. Ainda na semana passada, um porta-voz do Ministério da Defesa da China acusou os EUA de realizar voos “provocativos” sobre o Mar do Sul da China, exacerbando assim uma briga militar entre as duas nações.

A questão comercial também permaneceu motivo de discórdia nas relações bilaterais, sobretudo após a imposição de US$200 bi em tarifas a produtos manufaturados chineses impostas por Trump. Em resposta, a China impôs tarifas recíprocas no valor de dezenas de bilhões de dólares.

Washington também impôs limites a uma empresa militar estatal chinesa para a compra de armas da Rússia e iniciou vendas de cerca de US$ 330 milhões em equipamentos militares para Taiwan, interpretado por Pequim como desrespeito à política de "Uma Só China". A China emitiu uma nota de protesto contra o movimento.

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Na semana passada, Trump afirmou em um encontro do Conselho de Segurança da ONU em Nova York que a China estava interferindo nas eleições legislativas de 2018, visando intencionalmente prejudicar candidatos republicanos. A China respondeu afirmando que "não quis e não vai interferir nos assuntos domésticos de qualquer país".

De acordo com a fonte ouvida, não está claro se foram os episódios da semana passada que provocaram a decisão chinesa de abandonar a reunião planejada.

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