Pyongyang acusa Washington de 'conspiração criminosa' após visita de Pompeo ser cancelada

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A decisão de Donald Trump de cancelar a visita do secretário de Estado, Mike Pompeo, à Coreia do Norte gerou duras declarações por parte de Pyongyang, que acusou Washington de treinar uma 'infiltração' no país.

Um artigo no Rodong Sinmun, a mídia oficial do partido norte-coreano no poder, citou uma estação de rádio sul-coreana que tinha informado sobre manobras secretas dos EUA perto das Filipinas simulando uma "infiltração em Pyongyang".

Segundo Rodong Sinmun, as forças especiais dos EUA, entre estas Boinas Verdes, Delta Force e Navy SEALs treinaram o desembarque secreto na costa.

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O jornal qualifica estes passos como "extremamente provocadores e perigosos" e diz que eles prejudicam a atmosfera de diálogo conseguida durante a cúpula bilateral celebrada em 12 de junho em Singapura.

"Não podemos deixar sem atenção a atitude de jogo duplo dos EUA enquanto estão organizando manobras secretas envolvendo unidades especiais que matam pessoas e ao mesmo tempo tendo um diálogo com sorriso na cara", sublinha o comunicado do Rodong Sinmun.

Os norte-coreanos consideram o ato dos EUA como uma "conspiração criminosa para desencadear uma guerra contra a Coreia do Norte e cometer um crime, que merece um castigo divino impiedoso caso os Estados Unidos caiam no cenário de primeiro desnuclearizar injusta e ofensivamente a Coreia do Norte", escreve a Reuters, citando a mídia norte-coreana. 

A agência Reuters consultou um porta-voz da embaixada dos EUA em Seul que afirmou não estar a par dos exercícios mencionados no artigo.

Por sua parte, o jornal americano The Washington Post publicou o comentário do porta-voz das forças estadunidenses no Japão, coronel John Hutcheson:

"Os aviões dos EUA voam do Japão para as Filipinas e outras nações da região de forma rotineira e por várias razões de treinamento e operacionais. Afirmar que algum destes voos esteja ligado à Coreia do Norte é um pouco exagerado", disse o militar norte-americano.

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De acordo com Donald Trump, a razão do cancelamento da visita de Pompeo a Pyongyang é a falta de "progresso".

O líder dos EUA opinou que isso se deve à atual disputa comercial entre Washington e Pequim, o que poderia ter afetado a disposição da China de cooperar com os EUA no processo de desnuclearização da península coreana. Pequim, por sua parte, desmentiu a afirmação.

A própria Coreia do Norte expressou seu descontentamento pelo número de exigências e falta de compromissos por parte dos EUA. Assim, durante a visita anterior de Pompeo, considerada pouco frutífera, Pyongyang comparou as exigências norte-americanas com o comportamento de "um ladrão".

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