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Esta fundação quer impulsionar revolta populista de direita na Europa

© Sputnik / Stringer / Abrir o banco de imagensDesfile de tochas de organizações de extrema-direita no dia de morte de Roman Shukhevich, comandante do Exército Insurgente da Ucrânia
Desfile de tochas de organizações de extrema-direita no dia de morte de Roman Shukhevich, comandante do Exército Insurgente da Ucrânia - Sputnik Brasil
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O controverso ex-assessor do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Steve Bannon, planeja criar uma fundação na Europa chamada "O Movimento" para desencadear uma revolta populista de direita, de acoddo com a mídia.

Bannon prevê a organização rivalizando com a Fundação Aberta de George Soros, que doou US$ 32 bilhões para causas liberais desde que foi criada em 1984, de acordo com uma reportagem do Daily Beast publicada na sexta-feira (20).

A organização sem fins lucrativos será uma fonte central de pesquisas, conselhos sobre mensagens, segmentação de dados e pesquisa em think-tanks.

Ele disse ao Daily Beast que estava convencido de que os próximos anos verão o fim de décadas de integração europeia, destaca a AFP.

"Nacionalismo populista de direita é o que vai acontecer. Isso é o que vai governar", disse ele. "Você vai ter estados-nações individuais com suas próprias identidades, suas próprias fronteiras".

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Ele acrescentou que manteve conversas com grupos de direita em todo o continente, de Nigel Farage e membros da Frente Nacional de Marine Le Pen no Ocidente, até o húngaro Viktor Orban e os populistas poloneses no leste.

A organização deverá ter uma sede fora de Bruxelas e pretende, por enquanto, manter o foco nas eleições do Parlamento Europeu de 2019.

Steve Bannon é considerado o arquiteto da campanha nacionalista-populista de Trump, que o elegeu presidente dos EUA em 2016. Bannon chegou a ser apelidado de "Príncipe das Trevas" e o "Presidente das Sombras".

Seu nacionalismo econômico tornou-se o eixo central das políticas de Trump, mesmo que muitas de suas outras ideias tenham sido rejeitadas por rivais políticos.

Após a chegada do novo chefe do Estado-Maior, John Kelly, os constantes confrontos de Bannon com outros assessores tornaram-se insustentáveis, assim como seus laços com a extrema-direita, que atraíram acusações de que Trump fomentava racistas. Bannon deixou a Casa Branca em agosto de 2017.

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