'EUA precisam mais da Rússia do que a Rússia precisa dos EUA'

© REUTERS / Kevin LamarquePresidente dos EUA, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, durante a cúpula em Helsinque, 16 de julho
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, durante a cúpula em Helsinque, 16 de julho - Sputnik Brasil
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Na segunda-feira passada (16), o presidente russo, Vladimir Putin se encontrou com o homólogo norte-americano, Donald Trump, na capital finlandesa, Helsinque. Em entrevista à Sputnik Internacional, o sociólogo Denis Rancourt comentou a importância da cúpula entre os dois líderes.

Para Racourt, defensor de direitos civis e teorético da sociologia, o encontro aconteceu devido ao desejo mútuo das duas potências e iria ter lugar mais cedo ou mais tarde. 

"Os Estados Unidos querem certas coisas da Rússia, e, até certo ponto, os EUA precisam da Rússia mais do que a Rússia precisa dos EUA, porque os Estados Unidos perderam muita credibilidade na arena internacional e a Rússia tem credibilidade, tem uma diplomacia coerente que os EUA não têm mais", comentou o interlocutor da Sputnik internacional.

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O analista lembrou que o líder norte-americano usou a expressão "Precisamos de liderar o mundo". Para Rancourt, com isso Trump quis mostrar seu desejo de "adquirir as vantagens de colaborar com a Rússia em certos assuntos".

Outro aspecto que é de importância para Trump e os EUA é a questão das armas, em particular, a democratização dos mísseis, afirma o especialista.

"Os EUA terão muito a perder se cada vez mais países obtiverem a possibilidade de se defenderem das ameaças e ataques norte-americanos. Assim, a possibilidade de os mísseis serem entregues a determinadas pessoas pela Coreia ou pelo Irã, ou direta ou indiretamente pela própria Rússia, é um grande perigo para os EUA, pois o sistema norte-americano depende da intimidação militar e da projeção de seu poder no mundo", afirmou.

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Em outras palavras, avança Rancourt, os EUA se preocupam com a propagação dos novos armamentos, devido à qual podem perder "muitos de seus territórios adquiridos e a capacidade de coagir e intimidar economias e grandes partes do mundo".

Trata-se não apenas de armas nucleares, mas dos novos mísseis de alta precisão, e os EUA estão cada vez mais vulneráveis perante as tecnologias avançadas.

"Eles precisam de ser capazes de se defender e perderam a credibilidade, especialmente após a destruição total que causaram no Iraque e na Líbia. […] Acredito que foi a combinação destes dois problemas que trouxe Trump e os EUA à mesa, tentando negociar com a Rússia", concluiu o analista.

No dia 16 de julho, os presidentes da Rússia e dos EUA, Vladimir Putin e Donald Trump, participaram de sua primeira cúpula formal, na capital finlandesa.

Após o encontro privado e negociações acompanhadas por suas delegações, Donald Trump e Vladimir Putin efetuaram uma coletiva de imprensa conjunta.

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