'África' é a real vencedora da Copa do Mundo, diz Maduro

© Sputnik / Alexey Filippov / Abrir o banco de imagensPogba e Mpabbé na premiação da Copa.
Pogba e Mpabbé na premiação da Copa. - Sputnik Brasil
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (17) que a real vencedora da Copa do Mundo de 2018 é a África.

A França venceu a Croácia por 4 a 2 na final de domingo, em Moscou, mas com uma equipe formada por muitos jogadores de descendência africana. 

"A equipe francesa parece a equipe africana, na realidade a África venceu, os imigrantes africanos que chegaram à França", disse Maduro em um evento para celebrar o dia da polícia.

"Quanto eles desprezaram a África, e na Copa do Mundo a França ganhou o troféu graças aos jogadores africanos ou aos filhos dos africanos".

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Dois dos gols franceses contra a Croácia têm raízes africanas: os pais de Paul Pogba são da Guiné, enquanto os pais de Kylian Mbappé são camaroneses e argelinos.

Dos jogadores titulares na final, Samuel Umtiti nasceu em Camarões, os pais de Blaise Matuidi são angolanos e congoleses, os pais de N'Golo Kante são malianos enquanto o pai de Raphaël Varane é da ilha caribenha da Martinica.

Dos 23 convocados, 16 têm raízes africanas, apesar do capitão Hugo Lloris, o artilheiro Antoine Griezmann e o atacante Olivier Giroud terem uma herança européia.

Maduro, no entanto, parabenizou a equipe pela maneira "bonita" como jogou e prestou homenagem a seu aliado e colega russo Vladimir Putin pela "melhor Copa do Mundo na história do futebol".

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O líder venezuelano, que presidiu o colapso da economia do país e que tem sido amplamente condenado pela repressão aos opositores, pediu à França e à Europa como um todo que usem essa vitória como um trampolim para acabar com os maus tratos aos africanos e latino-americanos.

"Basta o racismo na Europa contra os africanos e basta a discriminação contra os migrantes", disse Maduro. "Espero que a França e a Europa apreciem que nós, do Sul, africanos, latino-americanos, somos dignos e poderosos."

Maduro tem uma relação tensa com o presidente francês Emmanuel Macron, que o acusou de implementar uma "ditadura" no país sul-americano.

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