Macron e Merkel oferecem visões conflitantes em planos apresentados para reformar a UE

© AP Photo / Michael SohnAngela Merkel e Emmanuel Macron.
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Tanto a chanceler alemã, Angela Merkel, quanto o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentaram planos para reformar a União Europeia. Embora haja muitos aspectos com os quais os dois líderes concordam, também há algumas diferenças fundamentais.

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron propuseram duas versões da reforma da UE. Embora os dois planos tenham muito em comum, também existem diferenças interessantes. Os dois planos serão supostamente discutidos na próxima cúpula da UE, no final de junho.

Ambos concordam que é preciso reafirmar os controles de fronteira e a cooperação nas políticas de migração. Os dois pretendem transformar a força de fronteira na Europa numa polícia fronteiriça totalmente operacional que, com o tempo, poderá processar pedidos de asilo.

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Merkel e Macron também concordam que a UE deve trabalhar "mais estreitamente" com os países de origem dos migrantes, particularmente porque refugiados normalmente descartam suas identidades oficiais para que os funcionários da fronteira da UE não saibam de qual país eles chegaram e os deporte.

Os dois líderes também sugerem uma cooperação mais estreita com as nações que cercam a UE e observam que deve haver mais oportunidades de asilo legal na Europa para combater a "migração ilegal".

Paralelamente às questões mais prosaicas em torno da migração, é notável a proposta de reduzir o poder da Comissão Europeia (CE). Como medida concreta, a chanceler e o presidente pretendem reduzir o número de comissários europeus. Os dois, porém, não chegam a um acordo sobre quantas pessoas cortar: enquanto Macron quer reduzir pela metade o número atual, Merkel se refere vagamente a "menos do que antes".

A líder alemã também propôs um novo mecanismo para eleger um presidente da Comissão Eurpeia, o que incluiria uma lista de candidatos europeus competindo entre si. Macron expressou ceticismo quanto a esta proposta.

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Os dois são a favor da criação de um exército europeu — um projeto há muito discutido pela UE. De acordo com Macron, as forças militares europeias se envolveriam em operações militares agressivas no exterior, enquanto Merkel se opõe a essa ideia, sugerindo que apenas a defesa do continente europeu seria suficiente.

Além disso, Merkel advoga por um assento na UE no Conselho de Segurança da ONU (a Alemanha não é um membro permanente do Conselho de Segurança), enquanto Macron, como presidente de uma nação com este poder, se opõe a isso. A chanceler alemã propôs a criação de um Conselho Europeu de Segurança, que permitiria à UE desempenhar um papel mais pró-ativo nos assuntos externos.

Macron sugeriu que o aumento das contribuições dos membros poderia contribuir para uma solução para a atual crise econômica da UE, juntamente com uma proposta de um imposto corporativo em toda a UE. Isso colocaria um fardo considerável tanto para as empresas alemãs quanto para as mais fracas da UE, além de tornar a participação da UE menos interessante para nações potencialmente interessadas em integrar o bloco.

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A alternativa alemã inclui uma abordagem mais sofisticada, que inclui a criação de um Fundo Monetário Europeu que poderia "reduzir drasticamente o poder da comissão [europeia]".

Markel também defende o estabelecimento de novos fundos de investimento, como forma de financiar a inovação tecnológica e científica, bem como garantir que os Estados desenvolvam-se em um ritmo semelhante. O plano não elabora quem forneceria os fundos e por quais meios, no entanto.

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