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Mais do que Geisel: Brasil quer ter acesso a documentos da CIA sobre a ditadura militar

© AP Photo / Victor R. CaivanoProtesto conta a ditadura militar em 2012, no Rio de Janeiro.
Protesto conta a ditadura militar em 2012, no Rio de Janeiro. - Sputnik Brasil
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O Ministério de Relações Exteriores do Brasil promete pedir ao governo dos Estados Unidos o acesso a mais documentos produzidos pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) a respeito da ditadura militar (1964-1985) no país.

A decisão, informada pelo Itamaraty, atende a uma carta enviada por Ivo Herzog, responsável pelo Instituto Vladimir Herzog – fundado em memória ao pai de Ivo, o jornalista Vladimir Herzog, morto pelos militares após ser torturado –, que por sua vez veio após a revelação de que o ditador Ernesto Geisel sabia dos assassinatos de opositores.

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De acordo com informações da Agência Brasil, o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, instruiu que a embaixada brasileira em Washington peça a liberação completa dos registros que o governo estadunidense possua sobre o tema.

Na carta enviada na última sexta-feira, Ivo Herzog pediu ao ministro que busque mais informações sobre o período ditatorial no Brasil, para que erros do passado não se repitam.

"O senhor, assim como nossa família, sabe o que foi o terror e a violência promovida pela ditadura brasileira. Uma nação precisa conhecer a sua história oficialmente para ter políticas públicas que previnam que os erros do passado se repitam", comentou.

A morte de Herzog ocorreu no período Geisel, o qual era tido como de abertura e de diminuição dos assassinatos e torturas contra opositores. Contudo, um informe de 11 de abril de 1974, assinado pelo então agente da CIA William Colby e endereçado ao secretário de Estado Henry Kissinger, indica que Geisel sabia e autorizava os assassinatos.

O documento relata uma reunião entre Geisel, o general João Baptista Figueiredo, então diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI) e sucessor do então presidente, e os também generais Milton Tavares de Souza, então comandante do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e seu sucessor, Confúcio Avelino.

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À época, pelo menos 104 opositores haviam sido executados sumariamente pela ditadura, de acordo com Tavares. Até o fim da era Geisel, em 1979, quase 90 outras pessoas foram mortas, segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Segundo o informe da CIA, Geisel concordou com as mortes de "subversivos perigosos".

Apesar da iniciativa do Itamaraty, o governo do presidente Michel Temer manteve o silêncio após a divulgação do documento. O ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, minimizou o informe, afirmando apenas que as Forças Armadas manterão o seu prestígio junto à população. Já o Exército reforçou que os documentos referentes ao período foram destruídos, algo disputado há décadas por setores da sociedade civil.

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