Senado dos EUA corre contra o tempo para restaurar 'neutralidade da rede'

© Joseph GruberDefensores da neutralidade da rede comemoram decisão da FCC que regularia os serviços dos provedores de internet.
Defensores da neutralidade da rede comemoram decisão da FCC que regularia os serviços dos provedores de internet. - Sputnik Brasil
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A neutralidade da rede tem data para acabar nos Estados Unidos. O fim virá em 11 de junho, segundo a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) anunciou em reunião aberta.

Diversos internautas tem criticado a medida desde que a possibilidade foi ventilada. O protesto se intesificou desde o anúncio da FCC no final de 2017. 

Os que se colocam contra a medida, denunciam o lobby de empresas de telecomunicações como a  AT&T, a Verizon e a Comcast para chegarem ao monopólio da internet. Com isso, elas poderiam impor um sistema pay-toplay na internet, rede que para os críticos deveria ser uma área aberta para circulação livre de ideias.

Conforme o protesto aumentava no "mundo vrtual", manifestantes chegaram a Washignton para protestos durante a votação de dezembro. Os ativistas protestaram em frente à Casa Branca e também na FCC, além de outras reuniões do tipo. O protesto também se estendeu a mais de 600 lojas da Verizon ao longo do território dos EUA. No entanto, o protesto não surtiu efeito.

​A FCC votou em 14 de dezembro de 2017 para rescindir a Ordem da Internet Aberta de 2015, que impedia os objetivos das grandes empresas de telecomunicações. Sem a neutralidade as empresas podem favorecer  alguns sites e limitar, ou até bloquear outros.

A decisão de 2015 impedia empresas de telecomunicações bloqueassem ou diminuíssem o acesso à Internet ou sites, banindo que a possibilidade de prioridade paga.

O presidente da FCC, Ajit Pai, argumentou que as regras deveriam ser removidas porque a FCC tinha ultrapassado sua autoridade, impondo as restrições às telecomunicações.

​No entanto, senadores democratas introduziram na quarta-feira (9) uma legislação que anularia a FCC, reestabelecendo o regulamento de 2015. 

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Para tal, os senadores invocaram a Lei de Revisão do Congresso para forçar uma votação, que permite ao Congresso usar um processo legislativo mais rápido para revisar as novas regulamentações federais. 

Se o Congresso aprovar uma resolução conjunta sobre a neutralidade da rede com uma maioria simples tanto na Câmara quanto no Senado, a medida será então passada ao presidente dos EUA, Donald Trump, para que ele assine ou use seu poder de veto.

O Senado deve votar o projeto na próxima semana. Até agora, 48 dos 100 senadores apoiam a contra-medida e os ativistas estão procurando dobrar os republicanos para que também ajudem na votação.

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