Por quanto tempo EUA poderão ainda imprimir dólares?

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Os Estados Unidos têm uma dívida que ultrapassou US$ 21 trilhões (R$ 74,4 trilhões) e que se tornou uma característica da economia do país. Um analista financeiro revela quanto tempo a maior economia do mundo pode suportar a situação sem enfrentar grandes problemas.

Os títulos do Tesouro dos EUA e a dívida externa do país são sustentados pela impressão constante de dólares, mas esse artifício estaria chegando ao fim, segundo as previsões de Mikhail Grachev, analista da TeleTradeBel.

O especialista lembra que entre 2009 e 2014 o Sistema da Reserva Federal comprou títulos do Tesouro através de uma política de flexibilidade quantitativa. Depois que a política foi suspensa, a entidade continuou a adquirir os títulos em quantidades menores. 

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As entidades norte-americanas sempre estiveram entre os principais investidores em títulos do governo. 

A situação mudou quando a Reserva Federal começou a elevar a taxa de juros que atualmente é de 1,75% e que poderá chegar a 3,75% até 2020, esclarece Grachev em entrevista ao RT

Consequentemente, os interesses dos investidores em títulos começaram a diminuir, enquanto os rendimentos aumentaram automaticamente. Assim, o rendimento dos títulos atingiu 3,018%.

"Esse fator causou preocupação no mercado e gerou muitas dúvidas", destaca Grachev. 

Com o aumento de taxas de juro e o rendimento dos títulos do Tesouro, a gestão da dívida crescente pode se tornar um problema para a economia norte-americana, alerta o analista. 

"Apesar de os EUA terem uma grande economia, nem mesmo Washington tem dinheiro extra", disse. 

Se o rendimento dos títulos aumentar, a demanda dos valores dos EUA diminuirá, segundo explica o economista. 

O que significa que, se o rendimento continuar crescendo, isso pode levar à fuga de capital do mercado de títulos do Tesouro e até mesmo causar o colapso do sistema financeiro global em dólares, prevê Grachev.

O analista acrescenta que as previsões sobre o próximo colapso do dólar parecem ser exageradas, uma vez que a economia global ainda depende em grande parte da moeda norte-americana. Segundo o especialista, é mais provável que a "bolha de dólar continue crescendo por algum tempo".

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