General venezuelano: Rússia está frustrando planos dos EUA de se aproveitar da Síria

© Sputnik / Ministério da Defesa da RússiaEngenheiros militares russos ajudam a neutralizar minas em áreas orientais da cidade síria de Aleppo (foto de arquivo)
Engenheiros militares russos ajudam a neutralizar minas em áreas orientais da cidade síria de Aleppo (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Ao enviar suas forças militares à Síria, a Rússia frustrou os planos dos EUA de desmantelar a nação árabe para seu próprio benefício, declarou em entrevista à Sputnik o secretário-geral do Conselho de Defesa da Nação da Venezuela, general Pascualino Angiolillo Fernández.

"Sem dúvida alguma, o que a Rússia está fazendo é frustrar o plano [dos EUA] de aplicar a doutrina de Estado-pária à Síria com o fim de conseguir um objetivo estratégico, que é a localização geográfica que a Síria ocupa", afirmou Fernández à Sputnik Mundo.

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Segundo o general, para os Estados Unidos, a Síria é "um país de passagem obrigatória e de comunicação direita com outros países onde há interesses muito importantes".

Este interesse se deve, de acordo com o militar, à energia, ao gás em particular, aos recursos estratégicos e vias estratégicas nesta região.

Fernández acha que "o compromisso da Rússia […] de colaborar para evitar o terrorismo internacional realmente consistiu em evitar que um país de outro continente tente semear a desestabilização financiando grupos que acabam sendo terroristas […] que foram originados pelo financiamento e por toda uma operação política muito bem montada no quadro da doutrina de Estados-párias."

Na opinião do militar venezuelano, foram os Estados Unidos que estimularam o surgimento dos terroristas na Síria, treinando-os e apoiando-os com armas. As ações dos EUA na Síria, opina, é o mesmo que já fizeram antes no Afeganistão e no Iraque.

"Se voltarmos no tempo, veremos qual foi o pretexto para justificar o bombardeamento cruel no Afeganistão, foi a figura do homem que eles mesmos treinaram, Osama bin Laden", destacou.

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O alto funcionário venezuelano acrescenta que Washington "aplicou a doutrina da guerra preventiva, transformando-a em legislação internacional através do que chamaram de ‘legítima defesa', ao apresentarem uma resolução na ONU para justificar seus bombardeamentos ao Afeganistão […] isto porque apenas um homem ameaçava a segurança dos EUA".

Fernández afirma que Washington pretende fazer o mesmo com a Venezuela, que supostamente ameaça os seus interesses.

"O mesmo querem fazer na Venezuela com o decreto Obama, ratificado em várias ocasiões pelo presidente Donald Trump, de que a Venezuela representa uma ameaça à segurança dos interesses dos EUA", notou.

Em 14 de abril, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França realizaram um ataque com mísseis contra a Síria. O ataque foi motivado por um suposto ataque químico na cidade síria de Douma por parte das tropas sírias.

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