Fim do programa nuclear de Pyongyang pode ser útil contra o Irã, afirma ministro de Israel

© AP Photo / Dan BaliltyIsrael Katz, ministro dos Transportes e Inteligência de Israel, é visto durante uma entrevista com a agência AP em 7 de março de 2017
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A promessa histórica desta sexta-feira dos líderes das duas Coreias de trabalhar para desnuclearizar a península deve dar ao presidente dos EUA, Donald Trump, uma mão mais forte para renegociar o tratado que restringe o programa nuclear iraniano, disse o ministro da Inteligência de Israel.

Israel Katz, que dirige os ministérios de Inteligência e Transporte, falou em entrevista à Agência Reuters depois que o norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in concordaram em trabalhar para uma "completa desnuclearização" da península em uma reunião em solo sul-coreano.

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Tal desenvolvimento, caso venha a se concretizar, poderá ter um impacto maior de minimizar a ameaça de uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio, avaliou Katz.

O acordo nuclear do Irã de 2015, ao qual o governo de Israel se opunha veementemente, corre o risco de se desfazer se Trump decidir, até 12 de maio, restaurar as sanções econômicas dos EUA contra o Irã.

Trump chamou o acordo como o pior já negociado e ameaçou reimpor as penalidades americanas, a menos que Grã-Bretanha, França e Alemanha possam consertar suas "falhas". O acordo levantou sanções econômicas ao Irã em troca de conter seu programa nuclear.

"Ele [Trump] terá mais poder contra o Irã agora e talvez para convencer a União Europeia a não ser o elo fraco da coalizão", afirmou Katz. "Eu acho que será muito bom se os norte-coreanos terminarem e saírem do negócio das capacidades nucleares. Também será bom para a nossa região, porque existe uma conexão".

Katz disse que a conexão entre o Irã e a Coreia do Norte pertence à tecnologia de mísseis.

"Sim, acho que há cooperação, já que é parte do desenvolvimento dos mísseis balísticos. E nós temos as evidências", opinou. "Temos muitas evidências", acrescentou Katz, encolhendo os ombros sem dar mais detalhes.

Rússia, China, Alemanha, Grã-Bretanha e França, todos envolvidos no acordo com o Irã e os Estados Unidos, veem o acordo como a melhor maneira de impedir que o Irã desenvolva uma bomba nuclear.

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Durante sua visita oficial no início desta semana com Trump em Washington, o presidente francês Emmanuel Macron pediu aos EUA que não abandonassem o acordo e disse que um novo pacote de termos estava sendo preparado com a Grã-Bretanha e a Alemanha.

A chanceler alemã Angela Merkel realizou uma visita de trabalho de um dia com Trump na sexta-feira, na qual teve o cuidado de elogiar o progresso de Trump na Coreia do Norte. "Acho que agora temos que ser muito duros com o Irã", completou Katz, que quer suceder Netanyahu como o próximo primeiro-ministro de Israel.

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