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Países muçulmanos devem se unir contra 'tirania' dos EUA, diz líder do Irã

© AP Photo / Serviço de imprensa do líder supremo iranianoLíder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foto de arquivo
Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foto de arquivo - Sputnik Brasil
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O Irã não tolerará "intimidação" dos Estados Unidos e outros poderes "arrogantes", disse o líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Ele conclamou todas as nações muçulmanas a se unirem contra esses "inimigos".

Teerã "resistiu com sucesso às tentativas de intimidação dos Estados Unidos e de outros poderes arrogantes e vamos continuar resistindo", afirmou Khamenei nesta quinta-feira. "Todas as nações muçulmanas devem permanecer unidas contra a América e outros inimigos".

Os comentários do líder supremo seguem o aviso do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Irã "pagará um preço como poucos países já pagaram" em caso de qualquer ameaça, atacando o acordo nuclear de 2015 que ele disse ter "perdido as fundações".

Trump também observou que alguns países do Oriente Médio "não durariam uma semana" sem o apoio dos EUA, durante uma conferência de imprensa ao lado do presidente francês Emmanuel Macron.

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Macron disse que acredita que um novo acordo com o Irã deve ser forjado, ao invés do acordo ser descartado, com o programa balístico do Irã e sua influência regional também cobertos. O JCPOA, que viu Teerã restringir seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções econômicas, é apenas um dos quatro pilares. Os outros, disse Macron, incluem o Irã abandonando seu desenvolvimento de mísseis balísticos e contendo sua influência na Síria, no Iraque e no Líbano.

Teerã sustenta que não pode haver um "plano B" para o acordo, com o ministro de Relações Exteriores, Mohammed Javad Zarif, dizendo recentemente que "é tudo ou nada".

A Rússia — também signatária do JCPOA, junto com EUA, França, Alemanha e Reino Unido — alertou nesta quinta-feira que qualquer mudança no acordo poderia interromper "um mecanismo equilibrado, que considera os interesses de todas as partes". Isso resultaria em "graves conseqüências para a segurança internacional e a não-proliferação", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Maria Zakharova.

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