'É apenas o início': especialista comenta plano chinês contra tarifas norte-americanas

© AFP 2022 / Philippe LopezCasa de câmbio em Hong Kong (foto de arquivo)
Casa de câmbio em Hong Kong (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Pequim preparou um plano de emergência como resposta ao conflito comercial com Washington. O cientista político Vladimir Kolotov tenta prever a evolução da situação.

A China preparou um plano de emergência como resposta ao conflito comercial com os EUA e acredita que a influência das medidas adotadas por Washington sobre a economia do país será limitada, informou Zeng Peiyan, o representante oficial da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (18).

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Ele declarou que a China tem todos os instrumentos políticos necessários para responder a esse conflito comercial com os EUA.

O professor russo Vladimir Molotov da Universidade Estatal de São Petersburgo, falando com o serviço russo da Rádio Sputnik, revelou que medidas poderiam ser incluídas no plano de emergência. 

"A China tem um grande mercado solvente e negoceia de forma ativa com outras regiões, praticamente por todo o mundo — os empresários chineses são hiperativos", sublinhou ele.

Segundo Kolotov, "a China poderia compensar as perdas na guerra [comercial] com os EUA através da expansão para outros mercados, bem como através das reservas internas".

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Entretanto, Kolotov sublinha que ninguém sabe quanto tempo esse conflito vai durar. Para ele, trata-se de "uma séria luta geopolítica pela esfera de influência no mundo em geral". "É apenas o início de grandes acontecimentos", concluiu o especialista.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou introduzir tarifas contra a China no valor de 150 bilhões (R$ 511 bilhões) por ano. Pequim já anunciou medidas de retaliação. 

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