Especialista: se EUA atacarem Síria, Irã responderá com força total

© Sputnik / Ilya Pitalev / Abrir o banco de imagensVeículo de combate de infantaria iraniano BMP-2 no terceiro dia de Jogos Internacionais do Exército, região de Moscou, Rússia, 1 de agosto de 2016
Veículo de combate de infantaria iraniano BMP-2 no terceiro dia de Jogos Internacionais do Exército, região de Moscou, Rússia, 1 de agosto de 2016 - Sputnik Brasil
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O editor-chefe do jornal Iran Daily, Emad Abshenass, disse em conversa com Sputnik que, no caso de um ataque norte-americano contra Síria, os militares estadunidenses e seus aliados serão atacados por forças do Irã.

Segundo Abshenass, que também preside a associação de jornalistas livres do Irã, NGO Internacional, e é um dos especialistas em temas sobre Oriente Médio na Universidade de Teerã, o alegado ataque com armas químicas em Douma é somente um pretexto. 

"Acontece que os terroristas alimentados por americanos e sauditas sofreram uma derrota em Ghouta Oriental. Por isso, EUA e Israel estão tentando acabar com o equilíbrio de forças na Síria", explicou o jornalista.

Ele acrescentou que o Irã ainda não atacou as forças norte-americanos em respeito ao diálogo que Moscou tenta estabelecer com Washington. Se o diálogo acabar, adverte o intrlocutor da Sputnik, nada impedirá as tropas iranianas de atacar.

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"Nesse caso, se os EUA seguirem por esse caminho [e atacarem Síria], estarão cruzando a linha vermelha. Nesse caso o acordo celebrado entre a Rússia e os EUA será violado. O Irã não participou desse acordo, mas até o dia de hoje demonstrou respeito ao seu aliado, à Rússia, e ao seu acordo com os americanos", afirmou Abshenass.

"As tropas iranianas na Síria ainda não adotaram nenhuma medida drástica contra os americanos em respeito à Rússia".

"Se esse acordo for violado por parte dos EUA e do seu aliado Israel, Irã não terá mais motivos para não cruzar a linha vermelha. Ou seja, as forças dos EUA e aliados na Síria ficarão sob ataque. Eles poderão ver como o Irã oferecerá a mais enérgica resistência contra um ataque armado. Nessa situação todos poderão sofrer. Se eles [os americanos] seguirem em frente e perturbarem o equilíbrio das forças na região, não haverá mais lugar seguro para os militares americanos na Síria e no Oriente Médio", concluiu o especialista.

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