Opinião: Estados Unidos buscam pretexto para fazer da Rússia país agressor

CC0 / Fotos da Marinha dos EUA / Destróier de mísseis norte-americano USS Donald Cook da classe Arleigh Burke (foto de arquivo)
Destróier de mísseis norte-americano USS Donald Cook da classe Arleigh Burke (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A mídia informou sobre envio de dois destróieres norte-americanos ao litoral da Síria. O analista político Ildus Yarulin explicou as razões desta medida.

O jornal The Wall Street Journal comunicou que, nos próximos dias, um segundo destróier dos EUA pode chegar ao mar Mediterrâneo, onde já se encontra o destróier USS Donald Cook, equipado com 60 mísseis de cruzeiro Tomahawk.

USS Donald Cook (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
EUA teriam enviado destróier com mísseis para o litoral da Síria
Ildus Yarulin, PhD em ciências políticas, indicou ao serviço russo da Rádio Sputnik os possíveis motivos para EUA se comportarem deste modo na região.

Em primeiro lugar, acredita o analista, Washington quer estar a par do que está acontecendo no porto sírio de Tartus, onde se localizam instalações navais russas. Além disso, afirma, os EUA estão buscando um pretexto para culpar a Rússia.

"Eles estão tentando criar uma situação para acusar a Rússia de ser […] um país agressor. Agora os norte-americanos precisam de qualquer escândalo — eles já se juntaram ao caso Skripal, expulsaram diplomatas russos — para acusar a Rússia de violar algo", opinou o especialista.

Segundo Yarulin, no atual governo estadunidense há forças interessadas em agravar as relações entre Moscou e Washington, fazendo da Rússia uma "ameaça para todo o mundo". É para isso que os Estados Unidos estão buscando pretextos no momento, acredita.

Patrulha dos EUA na Síria - Sputnik Brasil
Casa Branca: EUA não atacam Síria, mas consideram todas as opções
Anteriormente, o presidente Donald Trump acusou a Rússia e Irão de apoiarem o presidente sírio Bashar Assad após na mídia terem surgido relatos sobre um suposto ataque químico na cidade síria de Douma. O líder estadunidense prometeu dar uma resposta ao alegado ataque na Síria até final desta semana.

Moscou e Damasco descartaram as informações de que as tropas governamentais sírias teriam lançado uma bomba de cloro sobre a cidade. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o objetivo das acusações de uso de substâncias químicas pelas tropas da Síria é proteger os terroristas e justificar possíveis ataques do exterior.

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