Lavrov: Militares russos avisaram sobre provocações com uso de armas químicas na Síria

© Sputnik / Maksim Blinov / Abrir o banco de imagensO ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov
O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov - Sputnik Brasil
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Os militares russos na Síria avisaram reiteradamente sobre uma possível provocação para acusar Damasco de usar armas químicas, declarou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

O chanceler também disse que Moscou é a favor de realizar uma investigação sobre o suposto ataque químico na Síria.

"Nossos especialistas militares já chegaram lá, os especialistas do Crescente Vermelho Árabe Sírio, que têm boa reputação entre as organizações internacionais, incluindo a ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, também visitaram a região. Eles não encontraram ali quaisquer vestígios de uso de cloro ou outras substâncias químicas contra civis", disse ele.

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Para Lavrov, acusações tão rápidas contra Damasco não são consistentes com o que verdadeiramente se possa ter passado na região.

O chanceler comentou igualmente a informação sobre o ataque aéreo israelense contra a Síria, levado a cabo na segunda-feira (9). 

"Washington negou que esses ataques tivessem sido realizados por um dos membros da sua coalizão. Isso mostra que a situação na Síria está se tornando muito perigosa, surgiram atores que não foram convidados, eles mesmos se convidaram", revelou ele.

Além disso, o ministro afirmou que as acusações contra Damasco sobre a utilização de armas químicas são uma parte não apenas da campanha antisíria, mas também da campanha antirrussa.

Para Lavrov, as acusações sobre o alegado ataque com cloro gasoso das forças governamentais sírias fazem lembrar as fotos de 2017, quando os chamados Capacetes Brancos, conhecidos por suas notícias falsas, estudavam a cratera que alegadamente se formara depois do lançamento de uma bomba de sarin pelas forças governamentais sírias sem quaisquer equipamentos de proteção.

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"Tudo isso se tornou motivo de uma colossal campanha antisíria que está sendo realizada também contra nós sob o pretexto de que a Rússia apoia o regime criminoso, como eles dizem", explicou Lavrov.

Quanto às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington não exclui a possibilidade de realizar ataques contra a Síria, Lavrov lembrou sobre as obrigações da Rússia perante Damasco.

"Temos obrigações perante a República Árabe Síria. São obrigações baseadas no acordo concluído com o governo legítimo do país a pedido desse governo que, a propósito, é um país membro da ONU", disse ele.

A organização Capacetes Brancos, cujos voluntários se dedicam ao resgate de vítimas em zonas controladas por grupos rebeldes na Síria, declarou que um helicóptero lançou um barril com uma substância química na noite de 7 de abril, causando dezenas de mortes e centenas de feridos.

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Damasco vem negando todas as acusações, afirmando ter avisado que os radicais na área estavam planejando provocações com o uso de armas químicas. 

A Rússia e o Irã condenaram as acusações, divulgadas por controversas organizações não-governamentais como os Capacetes Brancos, que já estiveram envolvidos na falsificação de relatórios, qualificando estas acusações como infundadas.

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