Inteligência russa: EUA usam ameaça norte-coreana para aumentar exportações de armas

© REUTERS / Danny Kelley/Cortesia da Marinha dos EUADestróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China, 11 de abril de 2017
Destróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China, 11 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos aproveitaram o fator da suposta ameaça norte-coreana para aumentar as exportações de armas para os aliados, afirmou o alto funcionário do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Igor Kostyukov.

As ações aventureiras dos Estados Unidos no Círculo do Pacífico estão levando a uma nova corrida armamentista, acredita o vice-chefe do departamento principal do Estado-Maior russo.

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"As ações aventureiras dos EUA e seus aliados estão agravando a situação no Círculo do Pacífico, prejudicando o equilíbrio de forças, […] e provocando uma corrida armamentista", disse Igor Kostyukov no âmbito da 7ª Conferência de Segurança de Moscou.

Em particular, segundo Igor Kostyukov, os Estados Unidos possuem na região um contingente de mais de 400 mil militares.

"Atualmente, na região estão funcionando mais de 50 grandes bases e o número total das instalações militares estadunidenses atinge mais de 200."

Além disso, ao menos seis bombardeiros B-52, B-1 e B-2 estão permanentemente estacionados na base norte-americana de Andersen, nas ilhas Marianas, no oeste do oceano Pacífico, e patrulham constantemente o espaço aéreo sobre o oceano, avançou Igor Kostyukov

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Ao mesmo tempo, repetindo o tema da ameaça norte-coreana, "a Casa Branca estimulou os aliados a aumentarem as despesas militares e a adquirirem novas armas de produção norte-americana", opinou.

Isso, segundo Kostyukov, fez com que as autoridades norte-coreanas, "na prática colocadas entre a espada e a parede", tivessem avançado significativamente nas capacidades nucleares e de mísseis.

Outro fator que Washington está aproveitando na região são as disputas territoriais, nas quais os EUA tentam envolver o maior número possível de países para fortalecer sua influência na área, indicou o alto funcionário da inteligência russa.

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