Serviços lituanos de inteligência qualificam Rússia como maior ameaça à segurança do país

© AFP 2022 / Petras MalukasSoldado lituano durante as manobras da OTAN Saber Strike, na Lituânia
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Em 2017, a Rússia tentou impulsionar dinâmica positiva nas relações com governos ocidentais, contudo, o país continua querendo "dominar em conformidade com os próprios interesses" na região do Báltico e é a principal ameaça à segurança nacional da Lituânia, afirmaram os serviços lituanos de segurança em relatório.

Anteriormente, as autoridades do país báltico declararam estar preocupadas com as manobras russo-bielorrussas Zapad 2017. Na época, Vygaudas Usacka, embaixador da União Europeia na Rússia afirmou que Moscou não tenciona atacar países da OTAN, contudo, a "Lituânia deve ser cuidadosa, ao invés de covarde".

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"A principal ameaça à segurança da Lituânia é representada pelas intenções e ações agressivas da Rússia", lê-se no relatório preparado pelos serviços de segurança do país.

Os autores do relatório reconhecem que, em 2017, a Rússia tentou impulsionar dinâmica positiva nas relações com países ocidentais, contudo, suas metas estratégicas, alegadamente, não mudaram, ou seja, "alterar o equilíbrio global de poderes, e dominar em conformidade com seus próprios interesses, incluindo a região báltica". 

De acordo com o relatório, os serviços de inteligência russos representam o maior perigo para a Lituânia por recolherem informações sobre a política interna, externa, econômica e de defesa da república.

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"Os serviços de inteligência russos estão especialmente interessados nas eleições presidenciais [da Lituânia] de 2019", frisaram os autores.

Segundo eles, a maior parte das ações hostis empreendidas no ciberespaço no ano passado estava ligada à Rússia.

Moscou frisa repetidamente que a Rússia não pretende atacar nenhum país da OTAN. De acordo com o chanceler russo, Sergei Lavrov, a OTAN sabe muito bem que a Rússia não possui plano algum a respeito, mas se aproveita para inventar motivos infundados para, consequentemente, instalar mais forças militares perto das fronteiras russas. 

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