Japão quer virar um país 'capaz de fazer frente a qualquer catástrofe'

© AFP 2022 / StringerPoliciais procuram por desaparecidos em Fukushima
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O governo japonês planeja acelerar as obras de reconstrução para que os afetados pelo terremoto e tsunami de 2011 possam voltar logo a uma vida normal, bem como criar um país capaz de resistir a quaisquer calamidades, disse o premiê do país, Shinzo Abe, ao discursar durante uma cerimônia fúnebre em homenagem às vítimas do evento trágico.

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"Passaram sete anos e as obras de reconstrução nas regiões afetadas avançam sem parar. Esperamos que os trabalhos para restaurar cerca de 90% das moradias sejam terminados nesta primavera… Vamos nos focar [nisso] e fazer com que as obras de reconstrução acelerem, com o fim de melhorar as condições de vida nas regiões afetadas [pela calamidade de 11 de março de 2011]", frisou.

Para mais, Abe também expressou suas condolências às famílias das vítimas e voltou a agradecer aos japoneses, bem como aos países estrangeiros, pela ajuda no decorrer das obras de reconstrução após a tragédia.

"O combate a catástrofes é um desafio comum para a comunidade internacional. Nossa responsabilidade consiste em poder tirar conclusões do Grande Terremoto do Japão Oriental… Eu prometo que vamos promover a criação de um país forte, capaz de fazer frente às calamidades", sublinhou.

Às 14h46 da hora local (03h46 de Brasília) no Japão foi anunciado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami que ocorreram em 2011. A respectiva cerimônia fúnebre anual conta com a participação dos membros do governo e dos familiares das vítimas.

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Precisamente há 7 anos atrás, em 11 de março de 2011, o nordeste do Japão foi atingido por um inédito terremoto com 9,0 de magnitude, que após foi batizado como o Grande Terremoto do Japão Oriental. Após os próprios abalos, o litoral foi atingido por uma onda de tsunami com 14 metros que inundou quatro dos seis blocos energéticos da usina atômica Fukushima-1 e avariou o sistema de resfriamento dos reatores, provocando a maior catástrofe em uma usina nuclear após a tragédia de Chernobyl.

Em resultado do acidente, aconteceram vários vazamentos de radiação para a água e atmosfera, por isso várias regiões perto da usina continuam inabitáveis. A liquidação das consequências do acidente, inclusive o desmantelamento dos reatores, levará cerca de 40 anos.

O número de mortos, segundo os dados mais recentes, foi de 15.895 em 12 prefeituras. Vale ressaltar que 93% dos mortos resultaram na sequência do tsunami e não do sismo. Cerca de 30 mil pessoas continuam obrigadas a habitar em moradias temporárias, ou seja, campos de pequenas moradias pré-fabricadas, sendo os idosos cerca de 40%.

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