'Situação militar em Ghouta Oriental continua pouco prognosticável'

© Sputnik / Andrey SteninSoldados sírios na cidade de Ghouta (arquivo)
Soldados sírios na cidade de Ghouta (arquivo) - Sputnik Brasil
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O embaixador russo em Londres, Aleksandr Yakovenko, vai participar de uma reunião na chancelaria britânica e apelará aos seus colegas para influenciarem os militantes em Ghouta Oriental, com o fim de fazê-los observarem o recém-imposto cessar-fogo, comunicaram à Sputnik fontes na missão diplomática russa.

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Ademais, foi revelado que nesta terça-feira (27) Yakovenko planeja se encontrar com o vice-chanceler britânico, Alan Duncan, para discutir a resolução 2401 do Conselho de Segurança da ONU que "é apresentada pela parte britânica de um modo bem parcial, com distorção dos principais enfoques", destacou a fonte. Vale ressaltar que a reunião se realiza por iniciativa britânica.

Mais cedo, o chefe da chancelaria britânica, Boris Johnson, comunicou que tinha convidado Yakovenko para visitar a sua entidade e informar sobre os planos russos em relação ao cumprimento da resolução 2401 da ONU, que exige o término imediato de todas as confrontações por um período de 30 dias com o fim de garantir uma pausa humanitária.

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Enquanto isso, o cessar-fogo não será aplicado a operações militares contra agrupamentos terroristas tais como o Daesh, a Frente al-Nusra e a Al-Qaeda, proibidos na Rússia, e várias figuras e organizações vinculadas com estas três.

O professor da Escola Superior de Economia e especialista em assuntos do Oriente Médio, Grigory Lukyanov, comentou a situação em torno de Ghouta Oriental em uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"Uma série de Estados, inclusive o Reino Unido, consideram a pausa humanitária como um prelúdio para o término das operações militares em geral e fim da pressão militar realizada pelas tropas governamentais contra os grupos armados que atuam em Ghouta Oriental", explicou o cientista político.

"No que se trata de Damasco oficial, as esperanças são outras. A pausa humanitária é vista como uma ferramenta, através da qual se pode fazer sair a população civil de Ghouta Oriental nas vésperas de novas ações militares que visam a eliminação de grupos armados vinculados com a Al-Qaeda, o Daesh e outras estruturas não envolvidas no cessar-fogo. Em relação a isso, as tentativas de diplomatas de vários países para acetar suas posições continuam, mas a situação ainda está pouco clara e as posições das partes são mais divergentes que concordantes. Nestas condições, a situação militar em Ghouta Oriental continua pouco prognosticável", resumiu.

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