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Suécia está considerando aumentar orçamento militar em 40% para criar exército 'perigoso'

© REUTERS / TT News Agency/ Soren AnderssonMilitares das Forças Armadas da Suécia na ilha de Gotlândia, Suécia
Militares das Forças Armadas da Suécia na ilha de Gotlândia, Suécia - Sputnik Brasil
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Parlamento sueco está considerando um aumento radical de 40% do orçamento militar para criar um exército "forte e perigoso".

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De acordo com o investigador governamental Ingemar Wahlberg, que apresentou a pesquisa respetiva, um aumento drástico de gastos militares permitiria ao país escandinavo ter uma capacidade de dissuasão suficiente. O declínio nas capacidades militares será "inevitável" após 2020, caso não sejam feitos "grandes investimentos materiais".

Segundo a pesquisa apresentada, o investimento em todos os projetos militares relevantes custará ao governo sueco $ 22 bilhões (R$ 71,9 bilhões) até 2030, sem levar em consideração o aumento de despesas com pessoal, indicou o jornal Dagens Nyheter.

Porém, acha o investigador governamental, com esta medida as forças suecas terão maior resistência, flexibilidade, poder de impacto e melhor capacidade de sobrevivência.

O objetivo ambicioso das Forças Armadas do país é serem capazes de resistir ao ataque de um inimigo poderoso durante três meses sem ajuda de outros países.

A investigação em questão prevê três níveis de projetos de importância decrescente. A prioridade é fortalecer as unidades existentes através do seu reequipamento, aumentar o número de mísseis costeiros e aumentar as capacidades navais e anfíbias.

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O projeto de segundo nível consiste em modernizar os caças e distribuir a Força Aérea pelo território do país para que a aviação sueca seja menos "vulnerável".

Em terceiro lugar, propõe-se aumentar o número de submarinos e a artilharia para forças terrestres.

Além disso, a pesquisa aconselha à Suécia desistir de comprar o sistema de defesa antiaérea norte-americano Patriot, economizando assim 1,5 bilhões de dólares.

Despesas militares da Suécia, que ainda não faz parte da OTAN, apesar da sua crescente cooperação, se reduziram de 3,1% do PIB em 1981 para 1,1% em 2015, enquanto o número de soldados diminuiu dos 180 mil que tinha nos anos 80 para 20 mil no momento. Desde 2015, o país começou a mudar de tendência para atingir a meta de 2% indicada pela OTAN.

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