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Missão de destróieres estadunidenses no mar Negro: 'quem planejam proteger e de quem?'

© AFP 2021 / FELIX GARZA/Marinha dos EUADestróier com mísseis teleguiados USS Carney (foto de arquivo)
Destróier com mísseis teleguiados USS Carney  (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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As ações tomadas pelos EUA provocaram tensões na região, agravando ainda mais a situação. O deputado russo explica quais são as reais razões de tal comportamento.

Em 17 de fevereiro o destróier estadunidense USS Carney entrou em águas do mar Negro com o objetivo de "realizar operações para garantir a segurança no mar", bem como "aumentar a estabilidade regional, a prontidão de combate e as capacidades da frota dos países da OTAN e aliados".

"Com suas provocações, EUA estão buscando uma reação de resposta que poderia servir de pretexto para realizar ações mais sérias junto com seus aliados", opina o vice-presidente do Comitê de Segurança e Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Yuri Shvytkin.

Destróier estadunidense USS Carney - Sputnik Brasil
2º destróier norte-americano entra no mar Negro
Entretanto, o deputado assegurou que as ações estadunidenses provocaram tensões na região, apesar de Washington ter afirmado que a resolução de enviar mais um navio ao mar Negro é decisão "preventiva, não reativa".

De acordo com Skvytkin, os EUA consideram a presença do USS Carney no mar Negro como "necessária" para realizar suas missões navais de segurança. Porém, tais explicações provocam ainda mais perguntas. Em particular: "Quem planejam proteger [os destróieres] e de quem?".

O funcionário opina que os Estados Unidos "estão agravando a situação" porque agora já dois de seus navios se encontram na região.

"Até o momento não respondemos, mas temos poder e recursos suficientes para usá-los em caso de qualquer provocação", concluiu.

O USS Ross pertence à classe Arleigh Burke e está equipado com mísseis de cruzeiro Tomahawk, mísseis antiaéreos e mísseis anti-submarino. Em abril de 2017, o USS Ross participou no bombardeio com mísseis Tomahawk do aeródromo sírio de Shayrat, controlado pelas forças governamentais. No total, naquela operação foram disparados 59 mísseis.

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