Que chegue invasão de zumbis! Como empresas lucram com possível fim do mundo

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Homem disfarçado de zumbi - Sputnik Brasil
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Maratonas zumbis, bunkers e lança-chamas são apenas alguns dos exemplos de como alguns empresários fazem negócios com o medo ou o fascínio gerado pela ideia do apocalipse.

O eminente inventor americano e empresário Elon Musk ganhou mais de cinco milhões de dólares com as vendas do lança-chamas para o "apocalipse zumbi", produzido pela empresa The Boring Company, especializada em projetos de infraestrutura.

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"Quando ocorrer um apocalipse zumbi, vai ficar feliz por ter comprado um lança-chamas. Funciona contra hordas de mortos-vivos, caso contrário, te devolvemos o dinheiro!", escreveu Musk no seu Twitter ao promover o produto.

Porém, o fundador da SpaceX não é o único que tentou lucrar com "iminente" fim do mundo, outros empresários em todo o mundo também tentaram se beneficiar do fascínio ou do medo gerado nos humanos pela ideia do último dia das suas vidas.

Maratonas zumbis

Em 2011, Ryan Hogan e Derrick Smith fundaram uma empresa especializada na organização de maratonas zumbis em Baltimore, nos EUA, um evento que, por mais estranho que possa parecer, despertou o interesse de muitas pessoas.

Os participantes pagam US$ 80 (mais de R$ 250) por inscrição, além de uma quantia adicional se quiserem ser caracterizados como mortos-vivos. Durante o primeiro ano do projeto, a empresa organizou maratonas em 13 cidades e ganhou 15 milhões de dólares (quase 50 milhões de reais).

Em 2013, a empresa encarou os primeiros concorrentes, e quase 30 cidades dos EUA celebraram esse mesmo evento. Atualmente, existem várias empresas que organizam maratonas zumbis em todo o país.

Conferências sobre apocalipse e kits de sobrevivência

Em 2012, dois outros empresários, inspirados na série "Walking Dead", começaram a produzir um programa de rádio dedicado a zumbis que se tornou muito popular.

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No ano de 2016, Eric Nordhoff e James Frazier tiveram até a ideia de organizar conferências e festivais para fãs de zumbis, dispostos a pagar até US$ 1.400 (mais de R$ 4.500) para participar deles.

Em um tom menos humorístico, nos finais de 2017, a empresa americana Costco lançou um kit de sobrevivência com produtos enlatados suficientes para sobreviver por um ano após a chegada de um hipotético apocalipse, pelo valor de US$ 999,99 (cerca de R$ 3.200).

Iniciativas deste tipo já tinham aparecido em 2012, na sequência das previsões sobre o fim do mundo de acordo com o calendário maia.

Na época, no México foi colocado à venda um conjunto de produtos de primeira necessidade "para o fim do mundo" chamado "Just in case" ("Caso seja preciso", em inglês), que incluía, entre outros objetos, uma faca para se defender dos zumbis e uma garrafa de licor de anis.

Ademais, o kit também continha um bloco de notas para gravar memórias, chocolate, fósforos e uma garrafa de um litro de água.

Na Sibéria (Rússia), produtos básicos para o apocalipse também foram comercializados. Além disso, alguns empresários russos se dedicaram a construir bunkers onde as pessoas podem se refugiar em caso de desastres naturais ou ataques terroristas.

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