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EUA desenvolvem ogiva nuclear para conter Rússia, diz mídia

© Foto / Domínio Público / Photograph CuratorLançamento de míssil Trident II (D5) a partir do submarino da classe Ohio USS Maryland
Lançamento de míssil Trident II (D5) a partir do submarino da classe Ohio USS Maryland - Sputnik Brasil
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As autoridades norte-americanas tencionam reduzir as limitações ao uso das armas nucleares e desenvolver uma nova ogiva nuclear de baixa potência, informou The Guardian, citando Jon Wolfsthal, ex-diretor superior do Conselho de Segurança Nacional para controle de armas e não proliferação.

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Segundo ele, o Pentágono está elaborando uma nova abordagem da política nuclear, de acordo com a qual os mísseis balísticos norte-americanos Trident D5 serão equipados com ogivas deste tipo. Wolfsthal frisou que tais ações dos EUA têm como objetivo conter a Rússia, de forma a que esta não utilize ogivas nucleares táticas no caso de um conflito armado na Europa Oriental.

Ele acrescentou também que a nova política nuclear dos EUA é mais agressiva que a da administração do ex-presidente estadunidense Barack Obama.

Jon Wolfsthal assinalou ainda que a abordagem da nova política nuclear foi significativamente corrigida, o que permitiu excluir dela "muitas coisas assustadoras".

"De acordo com pessoas que colaboram [na elaboração do documento], sua meta principal é enviar uma mensagem clara aos russos, norte-coreanos e chineses. A forte linguagem utilizada deixa claro que qualquer tentativa da Rússia ou da Coreia do Norte de utilizar armas nucleares vai levar a consequências graves para elas", afirmou ele.

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Wolfsthal adicionou também o Pentágono expandiu a lista de condições que vão fazer os EUA recorrer a um ataque nuclear. Entre elas, a resposta a um ataque convencional que cause uma grande quantidade de vítimas, ou ataque contra alvos cruciais de infraestrutura bem como de controle das armas nucleares.

O ex-diretor revelou que oficialmente o documento será publicado no fim de janeiro.

Segundo The Guardian, os apoiantes do controle de armas expressaram suas preocupações devido aos planos nucleares dos EUA, já que, para eles, esta tentação contribuirá para aumentar probabilidade de utilização das armas nuclear no meio de uma guerra. 

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