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Guerra nuclear com a Coreia do Norte está 'mais perto do que nunca', diz almirante dos EUA

© AP Photo / Foto de arquivo, Força Aérea dos EUA Lançamento de míssil balístico Minuteman III (foto de arquivo)
Lançamento de míssil balístico Minuteman III (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos estão mais próximos do que nunca em uma guerra com a Coreia do Norte, acredita o almirante da reserva do país, Michael Mullen.

O militar foi chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA entre 2007 e 2011, e declarou em um programa da rede ABC que ele não vê qualquer solução diplomática possível para a disputa com Pyongyang sobre suas crescentes capacidades nucleares.

"Naturalmente, estamos mais perto do que nunca, na minha opinião, de uma guerra nuclear com a Coreia do Norte e na região", afirmou, citado pelo jornal britânico The Telegraph. "Não vejo nenhuma oportunidade de resolver este problema diplomaticamente neste momento específico".

Mullen avaliou que a crise atual em torno da Península da Coreia é um exemplo do "clima perigoso" criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na tentativa de reverter a abordagem tradicional da política externa de Washington.

Soldados durante o desfile militar que marca o 105º aniversário de Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte, em Pyongyang - Sputnik Brasil
Como começará uma guerra na península da Coreia?

No entanto, o almirante aposentado admitiu que a atitude do secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, restringiu o presidente.

Trump ameaçou a Coreia do Norte com "destruição total" no caso dos EUA serem forçados a se defender ou a seus aliados na Ásia-Pacífico. Todas as opções "estão na mesa", afirmou várias vezes o presidente estadunidense a alguns de seus subordinados.

Enquanto isso, as autoridades sul-coreanas interceptaram dois navios com bandeiras de Hong Kong (China) e Panamá dirigindo-se para as costas da Coreia do Norte nos últimos dias de dezembro, suspeitando que poderiam transportar derivados do petróleo, o que significaria uma violação de sanções internacionais.

Para realizar esses movimentos, Seul baseou-se na recente resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada por unanimidade em 22 de dezembro passado, que busca limitar o acesso de Pyongyang aos produtos necessários para desenvolver seu programa de mísseis balísticos.

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